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Economia Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 11:00 - A | A

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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 11h:00 - A | A

Mercado passa a ver IPCA acima do teto por 11 meses seguidos às vésperas do Copom

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Menos de duas semanas antes da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), no dia 17 de junho, o mercado financeiro passou a esperar que a inflação supere o teto da meta por 11 meses seguidos: de maio deste ano até março de 2027.

As medianas do Sistema Expectativas de Mercado, que embasa o relatório Focus, indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve atingir 4,62% no acumulado de 12 meses até maio.

Depois, o índice deve permanecer acima de 4,50% até abril de 2027, quando cairia a 4,28%.

Medianas para o IPCA 12M

-Abr./26: 4,39% (realizado)
-Mai./26: 4,62%
-Jun./26: 4,68%
-Jul./26: 4,71%
-Ago./26: 4,88%
-Set./26: 4,80%
-Out./26: 4,97%
-Nov./26: 5,06%
-Dez./26: 5,17%
-Jan./27: 5,24%
-Fev./27: 5,12%
-Mar./27: 4,57%
-Abr./27: 4,28%

Tudo mais constante, o Banco Central perderia novamente a meta de inflação em outubro, quando o IPCA acumulado em 12 meses completaria seis meses seguidos acima do limite superior de tolerância. A nova meta contínua vale desde o ano passado.

A deterioração das expectativas segue a aceleração da própria inflação corrente, a surpresa para cima com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2026, o fortalecimento do dólar e a continuidade da guerra do Irã.

Apesar desse quadro e da onda de revisões altistas nas projeções para a taxa de juros vista na semana passada, as medianas indicam espaço para o BC continuar reduzindo a Selic.

As estimativas intermediárias de 30 dias e de cinco dias úteis da Focus apontam para um novo corte de 0,25 ponto porcentual nos juros, a 14,25%, na próxima semana. A taxa básica continuaria caindo até atingir 13,50% no fim deste ano.

Na última decisão, do dia 29 de abril, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50%, mas destacou que os próximos passos do seu "processo de calibração" dos juros levariam em conta todas as informações disponíveis.

"O comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", disse o colegiado.

(Com Agência Estado)

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