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Política Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 14:36 - A | A

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APÓS BUSCAS DA PF

Vídeo: "Em casa não tem nada", diz Faissal ao negar posse de armas e Rolex apreendidos em Operação

Parlamentar do PL esclareceu que agentes federais recolheram apenas seu aparelho telefônico e negou qualquer tipo de relação com o advogado Bruno Castro

BIANCA MORTELARO
da Redação

O deputado estadual Faissal Calil (PL) negou ser o proprietário das armas de grosso calibre e dos itens de luxo apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8). Em declaração à imprensa logo após a saída dos agentes de sua residência, no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, o parlamentar afirmou que apenas seu aparelho celular foi levado para perícia e que colaborou fornecendo suas senhas e acesso ao iCloud.

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Ao ser questionado sobre o material bélico registrado pelos investigadores, que inclui armas de fogo de alto calibre e e um relógio da marca Rolex, avaliado em mais de R$ 100 mil, o deputado afirmou que os itens não foram encontrados em sua residência.

“A arma não é aqui de casa, o Rolex também não, não tem joia, não tem fuzil. Aqui em casa não tem nada. O fuzil também não é, a arma também não é minha. É de outras operações”, afirmou Calil.

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O parlamentar também declarou não possuir vínculos com o advogado mencionado no processo. “Não sei nem do que se trata. Não tenho nada com o Bruno também”, disse.

A Operação Gemini é um desdobramento direto da Operação Sisamnes e apura um esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As investigações, fundamentadas em dados telemáticos e relatórios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que o grupo teria movimentado cerca de R$ 3,2 milhões em transações suspeitas, incluindo repasses de empresas do agronegócio sem justificativa comercial.

A Polícia Federal sustenta que Faissal Calil atuava como um “braço operacional de estrita confiança” do desembargador afastado Dirceu dos Santos, sendo responsável por captar recursos e ocultar bens para dar aparência de legalidade a vantagens indevidas.

Entre as principais evidências citadas no inquérito está a aquisição conjunta, por meio de permuta, de um apartamento de luxo de R$ 1 milhão, que não foi listado na declaração de bens entregue pelo deputado à Justiça Eleitoral. Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

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