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Política Domingo, 07 de Junho de 2026, 18:30 - A | A

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APÓS ANULAÇÃO EM VG

Daniel Monteiro é contrário à nova data para eleição da Mesa Diretora em Cuiabá

Parlamentar do Republicanos se posicionou contra projeto de Mário Nadaf que tenta fixar votação da Mesa para novembro após decisão judicial que barrou pleito em Várzea Grande

BIANCA MORTELARO
Da redação

O vereador de Cuiabá, Daniel Monteiro (Republicanos), se posicionou contrário à mudança no regimento interno da Câmara Municipal, que visa redefinir a data da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro. A iniciativa, de autoria do vereador Mário Nadaf (PV) e com apoio da atual presidente Paula Calil (PL), busca alinhar o Legislativo cuiabano ao marco temporal estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente anulou o pleito em Várzea Grande por antecipação excessiva. No entanto, Monteiro defende a manutenção das regras vigentes e a autonomia administrativa da Casa.

“Eu acho que a Câmara Municipal tem que decidir pela permanência do regimento da forma como ele é vigente, porque a gente não pode se basear numa decisão judicial proferida para outro parlamento no Supremo Tribunal Federal para a gente pautar questões administrativas internas da casa”, afirmou, em coletiva nesta terça-feira (2).

A movimentação para a mudança no regimento surgiu após o ministro Dias Toffoli anular a eleição da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio de 2026, por violar o princípio de que tais votações devem ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao mandato.

LEIA MAIS: Mário Nadaf propõe mudar data da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá

Enquanto Paula Calil argumenta que a medida afasta a "insegurança jurídica" e evita "desgastes internos", Daniel Monteiro questionou a aplicação automática dessa decisão judicial ao contexto cuiabano. O parlamentar enfatizou que sua prioridade é o exercício do mandato em prol da população e que se distancia das disputas pela administração interna.

“A Câmara Municipal recebe a alcunha de ‘casa dos horrores’, mas eu me preocupo muito mais com o meu mandato do que com a administração interna da casa, para ser muito sincero com vocês”, afirmou.

Sobre a comparação com o caso de Várzea Grande, que motivou o projeto de Mário Nadaf, Monteiro defendeu o respeito ao histórico do regimento.

“Não é uma crítica não, eu falo restritamente a Cuiabá mesmo. Eu não sei qual o contexto de Várzea Grande, se existe alguma questão ali que justifique uma judicialização (...) Aqui em Cuiabá, sendo um regimento que se perpetua faz tempo, a gente tem que respeitá-lo. Se for para mudar, que mude pela decisão única e exclusiva dos vereadores e se não mudar, que a gente não judicialize eles no futuro”, concluiu o vereador.

O projeto de resolução segue em análise pelas comissões pertinentes da Câmara Municipal de Cuiabá antes de ser submetido à votação definitiva em plenário. Caso aprovada, a proposta alterará o artigo 23 da Resolução nº 08/2016, fixando as eleições internas sempre para o mês de novembro.

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