Na semana passada, a aquisição da Sky pelo Grupo Abra foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil. De acordo com Neuhauser, resta apenas o aval das autoridades peruanas para a conclusão do negócio.
Com a incorporação da Sky, a prioridade da Abra passará a ser o fortalecimento das conexões dentro da região. "Trata-se de integração, de ampliar a conectividade dentro da América Latina e entre a região e as companhias aéreas internacionais, afirmou Neuhauser durante painel na Assembleia Geral Anual da Iata, no Rio de Janeiro.
Em janeiro de 2025, o Grupo Abra chegou a estudar uma fusão com a Azul. As conversas, no entanto, foram interrompidas após o pedido de recuperação judicial da concorrente da Gol. Na época, as empresas descartaram a possibilidade de retomar as negociações para combinar os negócios.
Demanda resiliente
Sobre o atual cenário de alta do combustível de aviação, Neuhauser afirmou que a Abra tem observado pouca reação da demanda ao repasse dos aumentos para as tarifas. "A passagem é, no fim das contas, uma pequena parcela do gasto total da viagem. Você a torna um pouco mais cara e há formas de compensar isso, como fazer uma refeição a menos em um restaurante ou ficar em um hotel mais barato", afirmou.
Contudo, o executivo destacou o risco de uma desaceleração da demanda caso a inflação continue pressionando o orçamento das famílias. "Nesse ponto, o consumidor pode simplesmente decidir não viajar. E isso não se resolve com preço", disse.
*A repórter viajou a convite da Iata
(Com Agência Estado)
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