O deputado estadual Faissal Calil (PL) declarou nesta segunda-feira (8) que “quem não deve, não teme” ao comentar a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, em Cuiabá. Alvo da Operação Gemini, o parlamentar negou qualquer envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças e afirmou que sua relação com o desembargador afastado Dirceu dos Santos restringiu-se ao período em que trabalhou em seu gabinete, antes de ingressar na carreira política.
Durante a ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Calil afirmou ter recebido os agentes com "muita tranquilidade" e que estaria colaborando integralmente com as buscas, fornecendo inclusive acesso ao seu iCloud, o serviço de armazenamento em nuvem e sincronização de aparelhos celulares da Apple.
“Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade e eu sou o mais interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível”, garantiu o deputado.
LEIA MAIS: VÍDEO: PF faz buscas contra o deputado Faissal Calil e desembargador do TJMT
Ele enfatizou que, após ser eleito para a Assembleia Legislativa (ALMT), o contato com o magistrado foi interrompido.
“Desde que eu virei deputado, que saí do TJ, eu perdi todo meu contato, simplesmente me afastei”.
A investigação é um desdobramento direto da Operação Sisamnes que mira um complexo esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro estruturado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A Polícia Federal aponta que o grupo teria movimentado cerca de R3,2 milhões em depósitos e saques em espécie, incluindo repasses sem justificativa de empresas ligadas ao agronegócio com processo no tribunal.
Um dos pilares do inquérito é a conexão entre Calil e Dirceu dos Santos. Conforme a PF, ambos teriam adquirido, via permuta, um apartamento de luxo de R$ 1 milhão em Cuiabá, que não consta na declaração de bens do deputado.
O desembargador já estava afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a uma variação patrimonial de R$ 14,6 milhões considerada incompatível com seus rendimentos.
Além do deputado, as defesas e os órgãos oficiais citados ainda não se manifestaram sobre as apreensões.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








