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Política Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 11:20 - A | A

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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 11h:20 - A | A

ESTÁ "TRANQUILO"

“Quem não deve, não teme”, afirma Faissal Calil ao negar transações com desembargador; Veja vídeo

Parlamentar do PL afirmou que relação com o desembargador Dirceu dos Santos foi estritamente profissional e limitada ao período em que atuou como assessor de gabinete no TJMT

BIANCA MORTELARO
da Redação

O deputado estadual Faissal Calil (PL) declarou nesta segunda-feira (8) que “quem não deve, não teme” ao comentar a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência, em Cuiabá. Alvo da Operação Gemini, o parlamentar negou qualquer envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças e afirmou que sua relação com o desembargador afastado Dirceu dos Santos restringiu-se ao período em que trabalhou em seu gabinete, antes de ingressar na carreira política.

Durante a ação, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Calil afirmou ter recebido os agentes com "muita tranquilidade" e que estaria colaborando integralmente com as buscas, fornecendo inclusive acesso ao seu iCloud, o serviço de armazenamento em nuvem e sincronização de aparelhos celulares da Apple.

“Não tem nenhuma transação econômica minha com ele. Isso aí não é verdade e eu sou o mais interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível”, garantiu o deputado.

LEIA MAIS: VÍDEO: PF faz buscas contra o deputado Faissal Calil e desembargador do TJMT

Ele enfatizou que, após ser eleito para a Assembleia Legislativa (ALMT), o contato com o magistrado foi interrompido.

“Desde que eu virei deputado, que saí do TJ, eu perdi todo meu contato, simplesmente me afastei”.

A investigação é um desdobramento direto da Operação Sisamnes que mira um complexo esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro estruturado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A Polícia Federal aponta que o grupo teria movimentado cerca de R3,2 milhões em depósitos e saques em espécie, incluindo repasses sem justificativa de empresas ligadas ao agronegócio com processo no tribunal.

Um dos pilares do inquérito é a conexão entre Calil e Dirceu dos Santos. Conforme a PF, ambos teriam adquirido, via permuta, um apartamento de luxo de R$ 1 milhão em Cuiabá, que não consta na declaração de bens do deputado.

O desembargador já estava afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido a uma variação patrimonial de R$ 14,6 milhões considerada incompatível com seus rendimentos.

Além do deputado, as defesas e os órgãos oficiais citados ainda não se manifestaram sobre as apreensões.

 

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