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Brasil Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 13:44 - A | A

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EFEITO DARK HORSE

TSE suspende pesquisa da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro

Decisão de Nunes Marques, motivada por suspeita de indução ao eleitor, reacende o debate sobre a divulgação de pesquisas e seus impactos políticos.

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido do PL e suspendeu a divulgação de pesquisa da AtlasIntel que mostrava a queda da intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) em seis pontos porcentuais em um eventual segundo turno com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. A pesquisa foi divulgada em 19 de maio, após a revelação de áudio de Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.

Nunes Marques entendeu que há "suspeitas de indução ao eleitor" nas perguntas formuladas pelo instituto. A decisão é liminar e será submetida ao referendo do plenário da Corte.

Na decisão, o ministro citou entrevista concedida pelo CEO do instituto de pesquisa em 19 de maio à CNN, na qual ele afirma que o áudio de Flávio seria "muito problemático para a imagem" do pré-candidato e revelaria "fatos extremamente graves", capazes de comprometer "a viabilidade dele neste ciclo eleitoral e a permanência dele na corrida".

"O CEO da AtlasIntel (...) reconheceu o viés político do conteúdo submetido aos entrevistados e externou juízo valorativo acerca do potencial de desgaste eleitoral do pré-candidato mencionado na representação", afirmou Nunes Marques.

Como a pesquisa já foi divulgada, no despacho, o presidente do TSE determina que o instituto de pesquisa se abstenha de promover nova divulgação desse levantamento. "Ante o exposto, defiro parcialmente o pedido liminar para determinar à representada que se abstenha de promover nova divulgação, impulsionamento, republicação ou manutenção da pesquisa registrada sob o n. BR-06939/2026 em seus canais oficiais de comunicação, até ulterior deliberação deste Tribunal Superior."

(Com Agência Estado)

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