Dentro desse montante, o executivo destacou que as taxas do vale-alimentação e refeição têm peso relevante e são mais elevadas do que as de outros instrumentos de pagamento. "As taxas cobradas no vale são maiores do que as do cartão de crédito, mesmo sem envolver o risco de inadimplência", disse ele em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Segundo Belmiro, o impacto é particularmente sensível em negócios de margem apertada, como o atacarejo. "No limite, se toda a venda fosse feita em vale, esse custo poderia superar até a folha de pagamento", afirmou.
A discussão ocorre em meio à judicialização das mudanças recentes no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Além da Ticket, a operadora de benefícios VR obteve liminar na Justiça Federal de São Paulo que suspende, por ora, os efeitos do decreto do governo federal que altera as regras do programa, decisão da qual a União ainda pode recorrer.
Belmiro disse que acompanha de perto as ações judiciais movidas pelas operadoras e afirmou haver expectativa de atuação do governo para manter as novas regras. "O governo está convencido de que as taxas são abusivas. A preocupação agora é não deixar essa discussão se arrastar por anos no Congresso ou no Judiciário", afirmou.
O Assaí tem apoiado, por meio de entidades do setor, iniciativas para revisar o modelo do PAT e reduzir o custo das transações.
Segundo o presidente da empresa, a correção do sistema é fundamental "para garantir que o benefício chegue ao trabalhador sem distorções ao longo da cadeia".
(Com Agência Estado)
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