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Economia Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 17:30 - A | A

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Terça-feira, 18 de Agosto de 2026, 17h:30 - A | A

Tarcísio diz que Propag foi iniciativa dos governadores do Sul e Sudeste

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atribuiu nesta terça-feira, 18, aos governadores do Sul e do Sudeste a criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Segundo ele, o grupo apresentou a proposta ao Senado e convenceu o Ministério da Fazenda, então comandado por Fernando Haddad (PT), hoje seu principal adversário na disputa pelo governo paulista, da necessidade de renegociar as dívidas estaduais com a União.

"Foi uma iniciativa dos governadores do Sul e do Sudeste, que apresentaram uma proposta ao Senado e convenceram a própria Fazenda de que isso era importante, porque, se São Paulo vai bem, o Brasil vai bem", declarou Tarcísio durante a plenária de encerramento da 27ª Conferência Anual Santander, no Grand Hyatt Hotel, na capital paulista.

O Propag foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2025 e criou novas condições para o pagamento das dívidas dos Estados com a União. Ao abordar o programa, Tarcísio afirmou que o débito paulista apresentava condições "desarrazoadas" e que a renegociação ajudou a abrir espaço no orçamento estadual.

O governador disse considerar "arrumadas" as contas públicas de São Paulo e afirmou que a dívida do Estado segue uma trajetória de queda em relação à receita corrente líquida.

Segundo ele, os investimentos estaduais passaram de uma média anual entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões para cerca de R$ 30 bilhões a R$ 32 bilhões.

Tarcísio atribuiu o aumento da capacidade de investimento a medidas como reforma administrativa, extinção de oito empresas públicas, privatizações, concessões e programas de transação tributária.

O governador afirmou ainda que sua gestão contratou quase R$ 400 bilhões em investimentos privados, ante uma projeção inicial de R$ 220 bilhões.

Apesar de avaliar positivamente a situação paulista, Tarcísio manifestou preocupação com as contas da União e disse que a responsabilidade fiscal no âmbito nacional representa um desafio para os governos estaduais.

Segundo ele, a mudança no perfil da dívida pública federal pode pressionar o câmbio, a inflação e os juros. "Não adianta imaginar que vamos fazer todo esse ajuste e caminhar independentemente do Brasil. Dependemos do Brasil; o Brasil tem que ir bem", afirmou.

Na avaliação do governador, uma piora do cenário fiscal pode colocar o País em uma "trajetória descendente" e, eventualmente, provocar uma recessão.

Tarcísio disse que as incertezas nacionais e internacionais já levam investidores a adiar decisões e fazem o próprio governo paulista segurar projetos à espera de condições mais favoráveis. Uma eventual retração econômica, acrescentou, afetaria a arrecadação estadual e poderia dificultar o cumprimento de compromissos futuros.

(Com Agência Estado)

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