Em nota, a agência Flap, responsável pelo convite, afirmou que o contato com influenciadores "partiu de uma iniciativa interna de cotação para um evento ainda em fase preliminar de planejamento" e que não houve submissão da proposta ao BRB. Procurado, o banco não respondeu aos pedidos de esclarecimentos do Estadão.
O e-mail enviado a Nathalia e outros criadores de conteúdo solicitou um orçamento para a presença dos influenciadores em um almoço no dia 10 ou 24 de fevereiro. Pelo valor decidido em contrato, eles deveriam, além de participar do almoço, publicar nas redes um relato do evento. O conteúdo deveria seguir um roteiro passado pelo BRB. Era prometido um pagamento para 40 dias depois da ação.
A proposta em nome do banco público foi criticada nas redes sociais por lembrar um conjunto de publicações que, no final do ano passado, atacou as medidas do Banco Central em relação ao Banco Master, liquidado em 18 de novembro.
"O convite vinha camuflado em cordialidade, mas o teor era claro: participar de um encontro com outros influenciadores, ouvir a versão oficial de um banco envolvido em escândalo financeiro, e em seguida produzir conteúdos pagos para divulgar essa narrativa aos meus seguidores", afirmou Nathalia sobre o convite em nome do BRB.
Nesta quarta-feira, 28, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para apurar a ação de influenciadores em favor do Master no final do ano passado. Segundo relatos de influenciadores procurados para a ação, os conteúdos previam ataques ao Banco Central e outras autoridades.
(Com Agência Estado)
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