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Economia Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 17:30 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 17h:30 - A | A

Ibovespa perde fôlego e fecha em leve queda antes da decisão do Copom

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Depois de começar o dia com alta firme acima de 1%, o Ibovespa acompanhou a perda de força no exterior e encerrou o dia perto da estabilidade nesta quarta-feira, com investidores adotando maior cautela antes da decisão de política monetária pelo Banco Central. O principal índice da B3 terminou o dia em baixa de 0,09%, aos 177.726,17 pontos, depois de oscilar entre os 177.690,45 pontos e 180.194,51 pontos no dia.

A ampla expectativa dos profissionais de mercado é de um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic. No entanto, mais do que a redução em si, o que move o mercado é a natureza do comunicado, segundo especialistas, depois que a autoridade monetária adotou um "tom confuso" na última decisão, em junho.

"O que o mercado está esperando é uma comunicação mais clara. Temos visto indicadores de atividade desacelerando, mas a expectativa de inflação ainda está fora da trajetória para a meta de 3%", afirma Mônica Araújo, economista-chefe da Investsmart XP.

Para ela, no decorrer do pregão, os investidores passaram a precificar mais a redução da taxa básica de juros e preferir posições mais leves para se proteger e para evitar surpresas com a decisão.

"O comunicado da reunião passada veio um pouco confuso, e acredito que a grande expectativa é se o BC para os cortes da Selic ou se deixará em aberto", concorda Leonardo Morales, diretor da SVN Gestão.

No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq encerraram no campo negativo, em uma acomodação após um início de mês forte puxado pelos balanços corporativos e ainda de olho na retomada das conversas entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz. Apesar dos sinais de trégua, o ambiente ainda segue instável e trazendo volatilidade para as commodities. Por mais um dia, o petróleo encerrou em queda, abaixo dos US$ 80 por barril, contribuindo para o movimento negativo da Petrobras.

Na ponta positiva, o que ajudou a segurar uma queda mais forte do Ibovespa foi o Itaú, que entregou bons resultados, sobretudo em relação à rentabilidade do segundo trimestre, destaca Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

O dia também foi marcado pelo noticiário político, com a pesquisa Genial/Quaest mostrando uma melhora marginal de Flávio Bolsonaro (PL) frente ao presidente Lula. A escolha do deputado Alfredo Gaspar para a chapa como vice-presidente surpreendeu o mercado, embora com impacto limitado sobre os negócios.

"Foi uma surpresa relativamente negativa para quem deseja ver o nome do Flávio como favorito, mas não é algo que está afetando tanto o humor dos mercados", pondera Bruno Perri. "A eleição daqui a dois meses será extremamente relevante, mas a melhora da posição de Flávio na margem ainda não chegou a fazer tanto preço", acrescenta Daniel Utsch, gestor da Nero Capital.

(Com Agência Estado)

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