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Economia Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 14:30 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 14h:30 - A | A

Dirigente do Fed defende altas graduais de juros nos EUA e vê inflação como principal risco

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Thomas Barkin, afirmou nesta quinta-feira, 5, que o banco central americano deve continuar elevando os juros gradualmente, diante da inflação persistente e da demanda sólida. Para ele, o principal debate agora é sobre o ritmo dos ajustes, enquanto a política monetária está "em torno do nível neutro".

"A demanda é sólida e a economia está saudável", disse Barkin, em entrevista à CNBC. Segundo ele, empresas seguem cautelosas nas contratações, mas ainda não demitem, apoiadas por lucros robustos.

Ao mesmo tempo, os custos continuam subindo, inclusive com tarifas, combustíveis e planos de saúde, o que leva companhias a repassar aumentos aos clientes.

Barkin disse não esperar uma aceleração da inflação, mas tampouco vê sinais de desaceleração. "A inflação é o risco mais importante agora", afirmou. Nesse cenário, considerou que um ritmo gradual de aperto monetário "faz sentido", em meio às incertezas econômicas.

O dirigente ressaltou que os investimentos em inteligência artificial (IA) sustentam a demanda, mas exercem pressão inflacionária no curto prazo, sobretudo na construção de centros de dados. Para ele, os ganhos recentes de produtividade decorrem mais de adaptações à escassez de trabalhadores desde a pandemia do que da própria IA.

Sobre o petróleo, Barkin observou que altas de juros não reduzem os preços diretamente, mas podem conter a demanda e, com o tempo, influenciar as cotações. Ele ainda classificou o déficit fiscal americano como "considerável" e disse que a política fiscal tem impulsionado a economia nos últimos anos, sem antecipar efeitos das eleições de meio de mandato.

No crédito, avaliou como "tranquilizadora" a situação dos bancos, embora tenha destacado a menor transparência das instituições não bancárias.

(Com Agência Estado)

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