Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Economia Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 14:30 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 14h:30 - A | A

Para IBGE, política monetária restritiva é principal razão para recuo da indústria

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A política monetária restritiva, com juros em patamares elevados, é um dos principais fatores por trás da perda de dinamismo da indústria, na avaliação de André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, registrando a retração mais intensa para o mês desde 2022, quando recuou 1,6%.

Segundo Macedo, o custo mais alto do crédito restringe o acesso de famílias e empresas ao financiamento, afeta o consumo e leva ao adiamento de investimentos.

"A taxa de juros mais elevada tem impacto direto sobre as condições do crédito, com o seu encarecimento, restringindo esse acesso ao crédito, com impacto direto também no nível de renda das famílias por conta do alto nível de inadimplência. Por parte das empresas, também há o efeito de adiarem suas decisões de investimento", afirmou.

O gerente também apontou que as incertezas relacionadas ao ambiente externo e ao cenário eleitoral podem ter contribuído para o desempenho industrial. Segundo Macedo, esses fatores vêm trazendo incertezas para a produção doméstica ao longo do ano e ajudam a explicar o movimento de desaceleração observado desde o início do segundo quadrimestre. "O ambiente externo também vem trazendo impactos ao longo do ano, trazendo incertezas sobre a produção doméstica", disse.

Sobre o cenário eleitoral, o pesquisador indicou que a incerteza também pode ter exercido alguma influência sobre os resultados.

Macedo ponderou que fatores pontuais também afetaram a produção em setembro, especialmente as condições climáticas. O maior volume de chuvas prejudicou segmentos como o de derivados do petróleo e biocombustíveis e o de produtos alimentícios, em função dos impactos sobre o processamento da safra de cana-de-açúcar.

O gerente ressaltou, contudo, que esses efeitos específicos não alteram a avaliação sobre o principal fator por trás da perda de dinamismo industrial. "Essas questões pontuais vão afetando aqui e acolá, mas tem um plano de fundo maior, que é a questão da taxa de juros, da política monetária, que tem aspectos relevantes para o entendimento dessa menor intensidade para a produção industrial", concluiu.

(Com Agência Estado)

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão. 

 

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros