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Polícia Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 15:27 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 15h:27 - A | A

CIRCULO VICIOSO

Saiba quem são os líderes de quadrilha que furtava caixas eletrônicos em MT

Suspeitos foram presos no Maranhão; grupo é suspeito de seis ataques a equipamentos bancários em Cuiabá e Várzea Grande.

SILVÉRIO ALMEIDA
Da redação

PJC-MT

Operação Circulo Vicioso

Douglas Floriano e Eduardo Domingues, apontados pela Polícia Civil como líderes de uma quadrilha especializada em arrombar caixas eletrônicos, foram presos no Maranhão durante a Operação Círculo Vicioso, deflagrada nesta quinta-feira (5). O grupo é investigado por pelo menos seis furtos a equipamentos bancários em Cuiabá e Várzea Grande, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Imagens de câmeras de segurança de instituições financeiras tiveram papel importante na investigação e ajudaram os policiais a identificar os envolvidos e relacionar os suspeitos a diferentes etapas do esquema criminoso.

Segundo o delegado Igor Sasaki, os dois investigados deixaram Mato Grosso e fugiram para o Maranhão depois que um integrante do grupo foi preso em Várzea Grande, logo após um dos furtos. Com a prisão do comparsa, os demais perceberam que estavam sendo investigados e deixaram o estado.

Mesmo após a mudança, Douglas e Eduardo teriam continuado praticando crimes no Nordeste, onde também passaram a ser investigados pelas autoridades locais.

ATAQUES COM LANÇA TÉRMICA

As investigações começaram após um furto registrado na madrugada de 21 de janeiro de 2026, em um caixa eletrônico instalado dentro de um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ocasião, os criminosos utilizaram uma lança térmica, equipamento industrial capaz de cortar materiais resistentes, para abrir o cofre do caixa eletrônico. Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as notas para inutilizá-las, os suspeitos conseguiram levar R$ 105 mil.

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou outros cinco ataques com características semelhantes, totalizando seis furtos em equipamentos instalados em Cuiabá e Várzea Grande.

O grupo costumava arrombar paredes, utilizar lonas para esconder a luminosidade produzida pela ferramenta durante os cortes e, em seguida, romper os cofres dos caixas eletrônicos.

DINHEIRO PASSAVA POR PROCESSO DE LIMPEZA

De acordo com a investigação, a quadrilha era organizada em diferentes funções. Enquanto alguns integrantes executavam os furtos, outros ficavam responsáveis por retirar a tinta de segurança das cédulas, movimentar o dinheiro e receber os valores obtidos ilegalmente.

Para recuperar as notas manchadas, os suspeitos utilizavam produtos químicos e outros materiais. Depois, o dinheiro era depositado em pequenas quantias em diferentes agências bancárias, por meio de contas de integrantes do grupo e de terceiros.

A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos valores e esconder a origem criminosa do dinheiro.

74 ORDENS JUDICIAIS

A Operação Círculo Vicioso cumpre 74 medidas judiciais, incluindo 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão em residências, 18 autorizações para acesso a dados de aparelhos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancário e 13 ordens de bloqueio de recursos financeiros.

As diligências ocorrem em Cuiabá, Rondonópolis, Joinville, em Santa Catarina, e São Luís, no Maranhão. A ação conta com o apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Além dos furtos em Mato Grosso, a investigação identificou possíveis conexões dos suspeitos com atividades criminosas anteriores nos estados do Rio de Janeiro e de Alagoas.

A Polícia Civil busca identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação do dinheiro obtido nos ataques.

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