O major da Polícia Militar Pedro Henrique Silva Garcia, preso durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é comandante da 8ª Companhia do Comando de Policiamento de Área (CPA), vinculada ao 3º Batalhão da PM, em Mato Grosso. O oficial foi detido na terça-feira (3), em Cuiabá, suspeito de transportar medicamentos e mercadorias importados ilegalmente do Paraguai. Ele foi solto nesta quarta-feira (4), após pagar fiança de R$ 5 mil durante audiência de custódia por videoconferência na Justiça Federal.
A prisão ocorreu durante uma fiscalização no km 387 da BR-364, em frente à Unidade Operacional da PRF, na Capital. Os agentes abordaram um veículo que retornava do país vizinho e encontraram, entre os produtos transportados, anabolizantes, canetas emagrecedoras, hormônios masculinos, ansiolíticos e medicamentos utilizados no tratamento de diabetes.
Também foram apreendidos perfumes importados, cosméticos, suplementos, bebidas alcoólicas e equipamentos eletrônicos sem a documentação fiscal exigida.
Conforme informações da PRF, um dos passageiros assumiu a propriedade das mercadorias consideradas irregulares. Os três ocupantes do veículo, juntamente com os produtos apreendidos, foram encaminhados à Polícia Federal (PF), responsável pela investigação criminal.
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Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso informou que a Corregedoria-Geral instaurou uma sindicância para apurar a participação do oficial na ocorrência. A corporação também comunicou que o policial passou pelos procedimentos legais e aguardava audiência de custódia.
A instituição afirmou que não tolera práticas criminosas entre seus integrantes e ressaltou que a situação será apurada tanto na esfera administrativa quanto na criminal.
O caso é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar, que apura a conduta do oficial, e pela Polícia Federal, responsável pela investigação sobre o transporte das mercadorias e os possíveis crimes de contrabando e descaminho.
LIBERDADE MEDIANTE FIANÇA
O major foi solto nesta quarta-feira (4), após pagar fiança de R$ 5 mil, durante audiência de custódia realizada por videoconferência na Justiça Federal.
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