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Polícia Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 09:55 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 09h:55 - A | A

CHAVE MESTRA

PF mira funcionário da Caixa suspeito de fraudar contas de clientes em MT

Suspeito teria usado credenciais de clientes para desbloquear cartões, cadastrar senhas e realizar saques, compras e transferências sem autorização.

DA REDAÇÃO

PF

Operação Chave Mestra

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Chave Mestra, com o objetivo de combater fraudes bancárias supostamente praticadas por empregado da Caixa Econômica Federal, no município de Canarana (643 km de Cuiabá).

Durante a ação, policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Barra do Garças (511 km da capital), em endereços vinculados ao investigado.

As investigações tiveram início após comunicação encaminhada pela própria instituição financeira, que identificou movimentações suspeitas em contas de clientes, associadas à utilização indevida de credenciais e a procedimentos operacionais internos.

Conforme apurado, o investigado teria se aproveitado das facilidades proporcionadas pelo exercício de suas funções para cadastrar e solicitar senhas, bem como vincular e desbloquear cartões bancários sem autorização dos respectivos titulares. Posteriormente, eram realizadas movimentações financeiras não reconhecidas pelas vítimas, incluindo saques, compras e transferências.

As apurações apontam para a existência de múltiplos clientes potencialmente lesados, com prejuízos financeiros decorrentes de operações bancárias não autorizadas. A extensão dos danos patrimoniais ainda está sendo apurada, não sendo descartada a identificação de novas vítimas e de outras movimentações irregulares.

A investigação também identificou indícios de possível tentativa de dificultar a apuração das irregularidades, mediante interferência no sistema de videomonitoramento da agência bancária.

As medidas judiciais têm como finalidade reunir novos elementos de prova, identificar eventuais outros envolvidos, esclarecer a destinação dos valores e verificar a existência de novas vítimas.

Os fatos são investigados, em tese, como crimes de peculato, furto e inserção de dados falsos em sistema de informações, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais no decorrer das investigações.

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