A empresa fechou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 1,064 bilhão, aumento de 160% em relação ao resultado negativo de R$ 408 milhões apurado no mesmo período de 2025. A piora do resultado, segundo a varejista, refletiu principalmente as pressões financeiras em meio ao cenário de juros elevados no País.
Em contrapartida, o desempenho do segmento on line da companhia agradou o mercado financeiro, com volume bruto de mercadoria (GMV) consolidado avançando 5% na comparação anual para R$ 11,2 bilhões no primeiro trimestre, enquanto o GMV do e-commerce cresceu 14,6%.
Para o Itaú BBA, que retomou a cobertura da empresa no final de julho, as parcerias com grandes marketplaces, como Mercado Livre, Amazon e Shopee, são vistas como uma oportunidade de melhorar a rentabilidade da varejista no comércio on line. "Em poucos meses, estimamos que essas parcerias já representem mais de 5% do GMV total e 10% do GMV on-line, o equivalente a cerca de R$ 2 bilhões por ano", sinaliza o banco, que tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1 para BHIA3 ao fim de 2027.
Embora avalie que a geração de valor operacional da varejista é sustentável, o banco segue com uma visão mais cautelosa diante do cenário macroeconômico, já que a empresa continua exposta a categorias de bens duráveis e de maior valor, que dependem de crédito ao consumidor.
"Um período prolongado de juros elevados pode limitar a demanda e aumentar os custos de financiamento da operação de crédito, o que dificulta uma aceleração mais forte das vendas", observa o BBA sobre a Casas Bahia.
(Com Agência Estado)
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