O setor de serviços puxou a criação de novas vagas de trabalho em junho, com um saldo líquido positivo de 74.514 empregos gerados. Em seguida, aparecem agropecuária (22.898), comércio (19.177), indústria (14.438) e construção (14.136).
O resultado global - criação líquida de 145.161 novos empregos - ficou mais próximo do teto da pesquisa Projeções Broadcast, de 147 mil postos criados, do que da mediana, de 110 mil. A estimativa mais baixa apontava para criação de 80 mil vagas.
Estados
Vinte e cinco das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo de empregos formais em junho. Em números absolutos, lideram a criação de postos de trabalho São Paulo (34.981), Minas Gerais (20.805) e Rio de Janeiro (16.856).
Na outra ponta, aparecem Espírito Santo (-2.259), Tocantins (-135) e Rondônia (108).
O salário médio real de admissão somou R$ 2.404,34 em junho, 0,7% maior do que o observado em maio. Na comparação com junho de 2025, o aumento foi de 1,2%.
1º semestre
O mercado de trabalho brasileiro criou 921.645 novos empregos no primeiro semestre de 2026, uma queda de 25% frente ao resultado dos primeiros seis meses de 2025 e o menor resultado para o período desde 2020, quando foram fechadas 1,399 milhão de vagas, em meio aos impactos da pandemia de covid-19.
Os números reforçam o quadro de um mercado de trabalho ainda aquecido, mas em processo de desaceleração sob o peso da política monetária restritiva que vem sendo aplicada pelo Banco Central.
De janeiro a junho deste ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividade tiveram saldos positivos de empregos: serviços (571.926), construção (168.962), indústria (143.442) e agropecuária (40.853). O comércio fechou 3.514 postos de trabalho.
São Paulo é o Estado com a maior criação de vagas no acumulado de 2026, com 252.558. Em seguida, aparecem Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Na outra ponta, os menores saldos são contabilizados em Alagoas (-8.215), Rio Grande do Norte (716) e Roraima (1.938).
(Com Agência Estado)
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