Dentre os três segmentos que compõem a pesquisa, o comércio por atacado - quando um produto é vendido a outros estabelecimentos - apresentou a maior participação na receita operacional líquida do setor (48,7%), ou R$ 3,8 trilhões, seguido pelo comércio varejista (41,4%) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas (9,9%).
"Entre as 37 grandes atividades do comércio, o maior volume de receita está sendo gerado no comércio de hipermercados e supermercados, com 12%, seguido pelo comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (11,5%) e o comércio por atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumos (8,2%)", comenta o gerente de análise estrutural do IBGE, Marcelo Miranda.
A PAC levanta informações sobre receitas, margem de comercialização, unidades que uma mesma empresa possui, pessoal, estoques e investimentos em ativos. Em 2024, 98.239 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas responderam ao questionário.
Receita e Emprego
Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam empregadas em 1,8 milhão de unidades locais (onde estão estabelecidas de fato) e receberam um total de R$ 369,2 bilhões em salários. O setor varejista (vendas ao consumidor final) responde pela maior parte dos empregos: 7,6 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio por atacado, com 2 milhões de pessoas, e o comércio de veículos, peças e motocicletas com 950.700 pessoas.
O comércio em mercados e supermercados corresponde a 15,2% do total de empregos (1,6 milhão de pessoas). "É o grande destaque da pesquisa, com 83 pessoas sendo empregadas em média dentro dessa estrutura", diz.
Destacam-se também como maiores empregadores o comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e de material de construção (858,5 mil).
Em contrapartida, explica Miranda, em termos de volume salarial, o comércio varejista tem maior representação, com R$ 229,2 bilhões sendo pagos por esses negócios.
A PAC fornece, desde 2007, um panorama detalhado das características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Brasil. No entanto, mudanças metodológicas, como a migração da base de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para o e-Social, impossibilitam comparações com dados anteriores a 2024.
(Com Agência Estado)
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