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Economia Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 15:30 - A | A

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Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 15h:30 - A | A

BCE: Nagel diz que alta de juros em dezembro é muito provável diante de piora da inflação

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Bundesbank e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, afirmou nesta terça-feira, 3, que uma elevação dos juros em dezembro é "muito provavelmente necessária", diante da deterioração das perspectivas para a inflação na zona do euro. Segundo ele, as pressões inflacionárias devem superar as estimativas de setembro, aproximando-se do cenário adverso projetado pela autoridade monetária.

Em discurso em Berlim, Nagel destacou que, mesmo no cenário-base das projeções de setembro, já estava prevista uma nova alta dos juros. "Desde então, as perspectivas para a inflação pioraram", afirmou. Para o dirigente, dificilmente será possível evitar um novo aperto monetário em dezembro, a menos que o cenário inflacionário melhore significativamente.

Nagel ressaltou que os conflitos persistentes no Oriente Médio provocaram forte aumento dos preços da energia, contribuindo para elevar a inflação da zona do euro a 3,8% em setembro. Embora a política monetária tenha capacidade limitada de conter choques de oferta, o BCE pode e deve impedir que a escalada dos custos energéticos se transforme em uma inflação generalizada, acrescentou.

O dirigente explicou que a decisão de manter os juros inalterados na reunião da semana passada refletiu a ausência, até agora, de sinais relevantes de efeitos de segunda ordem. Os preços elevados da energia ainda não se traduziram em maiores reivindicações salariais, mas Nagel alertou que choques repetidos podem pressionar os preços de outros bens e serviços e, posteriormente, os salários.

Segundo ele, as novas projeções econômicas do Eurosistema, que serão apresentadas na reunião de dezembro e incluirão pela primeira vez estimativas até 2029, orientarão a próxima decisão.

Em outra parte do discurso, Nagel defendeu o aprofundamento da integração europeia, especialmente nos mercados de capitais, energia e serviços, e destacou o papel da cooperação entre Alemanha e França para fortalecer a autonomia econômica e política do continente.

(Com Agência Estado)

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