Foi projetado que a produção nacional de petróleo deverá alcançar aproximadamente 4,9 milhões de barris por dia em 2036. Mais da metade desse volume deverá ser exportada.
O estudo vê moderação dos preços do petróleo Brent, condicionada à normalização da oferta.
"Restrições físico-logísticas e baixos investimentos podem pressionar as cotações para cima, enquanto uma eventual sobreoferta e a aceleração da substituição tecnológica podem contribuir para sua redução", diz o diagnóstico.
A capacidade nacional de refino deverá passar de aproximadamente 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia entre 2026 e 2036. Essa expansão prevista considera diferentes investimentos no setor, incluindo o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), a integração operacional do Complexo Boaventura e ampliações e modernizações de unidades existentes.
Mesmo com a expansão da capacidade de refino, o Brasil deverá manter a condição de importador líquido de derivados de petróleo durante todo o horizonte decenal. A demanda nacional de óleo diesel A deverá crescer 19% entre 2026 e 2036, enquanto a produção doméstica aumentará 13%. Em função disso, o País continuará dependente de importações para complementar a oferta nacional.
(Com Agência Estado)
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