Com 56 idosos assassinados em 2024, Mato Grosso é o segundo estado mais violento do país para a população acima dos 60 anos. Os dados do Atlas da Violência 2026 mostram que a taxa mato-grossense de 14,2 homicídios para cada 100 mil idosos é quase três vezes maior que a média nacional, de 5,9.
No ranking nacional, Mato Grosso aparece à frente de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo na taxa de homicídios de idosos, ficando atrás apenas de Roraima, que registrou índice de 39,5. Apesar da redução de 47,4% nas mortes violentas desde 2014, o estado segue, historicamente, entre os mais perigosos para essa parcela da população.
O processo de envelhecimento e a transição demográfica, no entanto, vêm mudando o perfil das mortes entre idosos. No Brasil, aumentam os casos de mortes por quedas e outras causas externas, enquanto os homicídios apresentam queda no cenário geral.
“A análise dos dados de 2014 a 2024 revela uma transição no perfil da morbimortalidade por causas externas na população idosa brasileira. Enquanto as taxas de homicídio apresentam trajetória de declínio consistente, as mortes por queda assumem protagonismo alarmante, com taxas que chegam a ser mais de 40 vezes superiores às de homicídio para determinados grupos demográficos”, destacou o relatório.
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Os pesquisadores apontam que o envelhecimento acelerado da população brasileira tem alterado o perfil da violência e da mortalidade. Enquanto os homicídios continuam concentrados entre jovens, os idosos passam a ser mais afetados por acidentes, violência doméstica e agressões interpessoais notificadas pela rede de saúde.
No caso das agressões, Mato Grosso registrou 13 idosos vítimas para cada 100 mil habitantes, abaixo da média brasileira, de 15,9. Entre as mulheres, a taxa foi de 1,9 idosa para cada 100 mil, contra média nacional de 5,1.
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