O vereador Ilde Taques (Podemos) questionou o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), após o gestor afirmar que os opositores da recondução de Paula Calil à presidência da Câmara Municipal estariam conspirando um projeto “anti-Abilio” na Casa de Leis.
O atrito público entre os parlamentares ocorre em meio à intensa disputa da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, envolvendo imbróglios jurídicos e a tentativa de mudança no regimento interno e na data das eleições. Parte dos vereadores tenta postergar a votação, que estava marcada para agosto, para o mês de novembro.
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Em entrevista nesta segunda-feira (25), Abilio declarou que não vai se envolver em questões da Mesa Diretora, apesar de manter o apoio à reeleição de Calil, atribuindo sua decisão à um suposto projeto conspiratório contra ele.
“Eu tive uma reunião esses dias com eles e falei que eu não vou me envolver mais. A minha torcida continua sendo pela Paula, mas eu não vou me envolver. Porque, pelo que eu pude perceber, eles estão fazendo um projeto anti-Abilio. Então, se eles querem fazer um projeto anti-Abilio, por que eu vou participar dessa discussão?”, disse Brunini.
Em resposta, o vereador Taques questionou se o gestor estaria se referindo à ele, além de ressaltar seu compromisso com a gestão Executiva no exercício de seu mandato.
“Eu vi essa entrevista e vou até perguntar para ele se ele me coloca dentro desse grupo anti-Abílio, porque eu não vejo dessa forma. Eu tenho um ano e quatro meses aqui defendendo a gestão, trabalhando junto com a gestão, aprovando pautas importantes com a gestão para Cuiabá”, pontuou o vereador, em coletiva nesta terça-feira (26).
Ilde repercutiu negativamente a fala de Abilio, destacando que, ao contrário do que ocorre no Executivo, a eleição do pleito é uma disputa interna de votos, na qual ele e os outros parlamentares possuem pleno direito de participar.
“Eu acho que a fala foi um pouco inoportuna (...) Eu não vejo nenhum grupo dentro da casa anti-Abílio. Eu vejo o seguinte, na Câmara Municipal são 27 parlamentares, e os 27 parlamentares têm direito de disputar a eleição da mesa. Aqui não é Secretária que você pega no meio ou exonera, aqui é uma disputa de votos e eu estou disputando contra o Dilemário, e se a Paula mudar o regimento, contra a Paula também”, finalizou Taques.
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