Quinta-Feira, 09 de Julho de 2020, 19h:51

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Juiz mantém quarentena por mais 7 dias em Cuiabá e Várzea Grande

Por: RAYNNA NICOLAS

O juiz da 1º Vara de Fazenda Pública, José Luiz Leite Lindote, decidiu prorrogar a quarentena obrigatória em Cuiabá e Várzea Grande por mais sete dias. A decisão, do início da noite dessa quinta-feira (09), acatou as sugestões das duas prefeituras e contrariou  a posição do Ministério Público Estadual (MPMT), que defendia a extensão da medida de confinamento por mais 14 dias - conforme HiperNotícias havia antecipado.

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O MPMT, por meio do promotor Alexandre Guedes, havia apontado na terça-feira (07) a necessidade da manutenção da quarentena obrigatória por mais duas semanas, considerando a classificação de risco que permanece muito alta para a transmissão da Covid-19 nos dois municípios.

Guedes aponta ainda apontou que, de acordo com o Boletim Informativo da Secretaria Estadua de Saúde (SES-MT) da última segunda-feira (06), a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que estava em 93%.

Em contrapartida, o secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Luiz Antonio Pôssas de Carvalho propôs a reavaliação conjunta dos indicadores não apenas da Capital, mas de outras cidades do estado que tenham alto índice de contaminação.

“O posicionamento visa menor impacto possível ao setor econômico e ao sistema de saúde da Capital, que já estão completamente fragilizados pela pandemia. Várzea Grande propôs fechamento por mais sete dias e, após isso, a reavaliação dos indicadores. Cuiabá segue na mesma linha de pensamento, principalmente por defender a necessidade de medidas técnicas conjuntas”, disse. 

Cuiabá e Várzea Grande, durante a audiência de conciliação, realizada nesta quinta-feira (09) e mediada pelo juiz Lindote já haviam sinalizado positivamente para a prorrogação da medida por mais sete dias.

Na decisão, o juiz ainda determinou que os municípios de Cuiabá e Várzea Grande orientem os servidores da Defesa Civil, Vigilância Sanitária, Fiscalização Geral, Guarda Municipal e Procon a adotarem maior rigor na fiscalização de festas e confraternizações, ainda que realizadas em âmbito familiar, ou qualquer evento que cause aglomeração tais comotais como shopping center, shows, parques, jogos de futebol, cinema, teatro, bares, restaurantes, casa noturna e congêneres. 

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