A tutora Maria Lucilene criou uma campanha solidária para arrecadar fundos e cobrir os custos do tratamento do cão Teddy. Até o momento, as despesas com internação, curativos especializados e transfusões de sangue já somam dois mil duzentos e sessenta reais, valor que supera consideravelmente o repasse inicial de seiscentos reais feito pela dona do pet shop. As doações de qualquer valor são fundamentais para garantir a continuidade da assistência hospitalar e custear os futuros procedimentos de reconstrução tecidual do animal.
Quem puder ajudar pode enviar a contribuição por meio da chave Pix: 65 99904-6420.
O médico veterinário Alberto Gomes atualizou o quadro clínico de Teddy pelas redes sociais da associação Aliança das 4 Patas, informando que o cão começou a responder positivamente aos estímulos externos e demonstrou uma evolução clínica favorável. Apesar da melhora, o estado de saúde ainda é considerado grave e Teddy segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Conforme relato divulgado pela cuidadora há dois dias, a gravidade das lesões comprometeu os rins do animal, que precisou ser sedado devido às dores intensas.
ENTENDA O CASO
O cão Teddy, um cão da raça Shih Tzu, sofreu queimaduras severas de segundo grau em cerca de metade do corpo após ser levado para um serviço de banho e tosa na última quarta-feira (13), no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. O caso ganhou forte repercussão e desencadeou uma investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que prendeu em flagrante a proprietária do estabelecimento clandestino, de 45 anos, na quarta-feira (20).
A suspeita, dona do Pet Shop, foi autuada por fraude processual após a polícia flagrar seu marido retirando os equipamentos do local para obstruir a perícia técnica, sendo liberada após pagar uma fiança de R$ 4,8 mil.
De acordo com os relatos da tutora, Maria Lucilene Silva Barros, foi a primeira vez que o cão foi deixado no pet shop irregular, identificado como “Luxo Banho e Tosa”. Teddy foi pego pela responsável por volta das 8h da manhã e devolvido somente às 17h, após a proprietária enviar uma mensagem de texto alegando que havia ocorrido um "acidente com a máquina de tosa".
Ao chegar em sua residência, o animal foi deixado com ferimentos extensos e graves, acompanhado de uma pomada para queimaduras e de um frasco de dipirona, que haviam sido administrados de forma paliativa no próprio comércio. Diante do sofrimento do cachorro, a nora da tutora precisou acionar um motorista de aplicativo com urgência para encaminhá-lo a uma clínica veterinária.
O diagnóstico inicial emitido pelos médicos veterinários apontou lesões profundas e extensas distribuídas pelo abdômen, tórax, laterais do corpo e região genital de Teddy. O quadro de saúde do Shih Tzu evoluiu com alterações graves nos exames de sangue, compatíveis com um quadro inflamatório e de infecção intensa, além do comprometimento de 50% da função renal e do surgimento de tecidos com necrose na pele.
Devido ao quadro de choque térmico, o organismo do cão apresentou dificuldade para sustentar a temperatura corporal ideal, o que exigiu sedação intensiva para controle das dores, a aplicação de antibióticos direcionados e a realização de uma transfusão de sangue de emergência na última segunda-feira (18).
A reviravolta jurídica do caso ocorreu quando as equipes da Polícia Civil constataram que os proprietários do "Luxo Banho e Tosa" tentaram maquiar a cena do incidente. Imagens obtidas pelos investigadores mostraram o marido da investigada e outro homem retirando as máquinas de secar do imóvel e colocando os aparelhos em uma caminhonete, transportando-os para uma casa da família em Várzea Grande antes da chegada dos peritos.
O delegado Guilherme Pompeo confirmou que a ocultação alterou o estado das provas essenciais, configurando o crime de fraude processual. Em seu depoimento, a dona do pet shop alegou que o superaquecimento de uma secadora, provocado por um defeito no fusível, teria causado as lesões sem que ela percebesse.
Os equipamentos retirados foram apreendidos pela polícia e encaminhados para análise laboratorial da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que emitirá um laudo para determinar se houve falha mecânica real ou negligência operacional humana. Além da esfera criminal, o caso foi formalmente registrado no Procon, órgão que confirmou que o estabelecimento funcionava de forma totalmente clandestina, sem alvará ou registro de funcionamento oficializado.
Para agravar a situação administrativa da empresa, a fiscalização do órgão de defesa do consumidor constatou que o local já acumulava outras quatro reclamações anteriores registradas por clientes.
*Com informações de G1
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