O BNDES iniciou em maio um processo de venda de parte de sua participação societária na Petrobras e na Axia Energia, de acordo com a agência Reuters. De acordo com uma fonte, a BNDESPar vendeu, só este mês, até o momento, cerca de R$ 3 bilhões em ações da Petrobras e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia. O banco também teria vendido R$ 280 milhões em ações da Copel, totalizando R$ 1,2 bilhão neste ano em vendas de papéis da empresa de energia do Paraná.
"Estamos reciclando a nossa carteira, saindo de empresas consolidadas, sólidas, para poder investir em projetos inovadores, do futuro, principalmente descarbonização, economia verde, transição energética e inovação", disse Mercadante após participar da posse do médico Roberto Kalil Filho como membro da Academia Nacional de Medicina, no centro do Rio.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em relação à Petrobras, o executivo destacou que a companhia está num caminho muito promissor, ainda mais com as perspectivas da Margem Equatorial. Também disse que a petroleira "teve um salto muito grande em valor de mercado" e "teve o melhor resultado de todas as petroleiras do mundo e virou a empresa mais valorizada da bolsa na América Latina". Porém, enfatizou, o BNDES é um banco de fomento.
"Nosso papel é gerar novas oportunidades, projetos inovadores, de futuro. Então, estamos entrando em inteligência artificial, transição digital, biocombustíveis - que é outra coisa fundamental para o planeta e para a economia brasileira", disse Mercadante. "Nós estamos com toda essa rota híbrida de mobilidade - automóveis com etanol, gasolina e elétrico. Estamos financiando o P&D de muitas empresas", disse, citando o carro voador da Embraer.
Segundo o presidente do BNDES, foi verificado em 2023 que aquele momento não era propício para a venda de participações. "O que nós recebemos de dividendos e de valorização das ações deu um ganho espetacular no total da carteira. Isso nos permite reciclar a carteira com um ganho extraordinário."
Procurado pela reportagem, o BNDES disse, por meio de nota, que por intermédio da sua subsidiária BNDESPAR, examina permanentemente oportunidades de investimento e desinvestimento de seu portfólio. "Nesse contexto, o BNDES mantém sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros, sempre buscando otimizar e diversificar seu portfólio", reforçou a nota.
"Os recursos irão impulsionar os investimentos do BNDES em novos desafios do País, como inovação, minerais críticos, transição digital, inteligência artificial, saúde, bioinsumos para agricultura e biocombustíveis", concluiu o banco de fomento.
(Com Agência Estado)
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