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CAMPUS INSEGURO

Alunos ocupam reitoria da UFMT e cobram expulsão de envolvidos em lista redpill

Manifestação reuniu estudantes de diversos cursos e pressionou universidade por medidas mais rígidas contra casos de misoginia no campus

DA REDAÇÃO

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso realizaram um protesto nesta quinta-feira (22) e ocuparam a reitoria da instituição em cobrança por providências mais severas contra os alunos investigados pela criação de uma lista que classificava colegas como “estupráveis”. As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1.

O ato foi organizado pelo Movimento Correnteza, com apoio do Movimento de Mulheres Olga Benário, e reuniu acadêmicos de diferentes cursos da universidade.

Os manifestantes cobraram celeridade nos processos internos e pediram a expulsão dos estudantes apontados como responsáveis pela lista, além de ações concretas para combater episódios de misoginia e violência de gênero dentro do campus.

LEIA MAIS: Exclusivo: Saiba quem é o policial federal investigado por ameaçar estudantes da UFMT

Segundo os organizadores, os estudantes avaliam que a universidade ainda não respondeu ao caso com a rapidez considerada necessária diante da gravidade da situação.

Durante a mobilização, representantes do movimento estudantil se reuniram com o vice-reitor da UFMT. Conforme os participantes, a administração da universidade teria se comprometido a discutir medidas de segurança, incluindo melhorias na iluminação do campus, ampliação do sistema de monitoramento e criação de uma comissão permanente voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres no ambiente universitário.

Entre as propostas debatidas está também a realização de atividades obrigatórias de conscientização sobre misoginia e violência de gênero para alunos da instituição.

Ainda conforme os estudantes, uma reunião com a reitora está prevista para esta sexta-feira (22). Os procedimentos internos relacionados à possível expulsão dos investigados seguem em andamento.

O caso ganhou repercussão no início de maio, após a divulgação de mensagens atribuídas a estudantes da universidade comentando um suposto “ranking de alunas mais estupráveis” entre cursos da instituição.

Após a repercussão, a UFMT informou ter aberto investigação interna para apurar os fatos. Dois alunos foram afastados das atividades presenciais. A universidade também suspendeu temporariamente as aulas presenciais do curso de Engenharia Civil após denúncias de intimidação no campus envolvendo o pai de um dos investigados.

O episódio passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que instaurou procedimento administrativo e solicitou informações da universidade sobre as medidas adotadas.

De acordo com a instituição, estudantes chegaram a ser acompanhados até a delegacia por representantes da faculdade após relatos de ameaças. A Polícia Civil identificou o suspeito citado nas denúncias, que deverá prestar depoimento.

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