Sábado, 30 de Maio de 2020, 10h:06

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Casos de violência contra crianças e adolescentes são subnotificados na pandemia

Por: REDAÇÃO

Dados levantados pelos Conselhos Tutelares da Capital apontam uma redução do número de denúncias de casos de violência contra crianças e adolescentes desde o início do isolamento social em virtude da pandemia da Covid-19, o coronavírus. De acordo com o conselheiro tutelar Oilson Souza, em 2019, foram registrados 1.500 casos de violação de direitos contra crianças e adolescentes.  "Nesse ano, em que estamos vivendo esse momento de crise, no qual existe a necessidade do isolamento social, tem dias que estamos nos plantões que não recebemos nenhuma ligação nesse sentido. E isso nos preocupa e muito, pois sabemos que a realidade é bem diferente. Sabemos que não é porque não estamos recebendo denúncias que não estão ocorrendo casos de violência”, observou o conselheiro.

Segundo ele, estimativas apontam redução em torno de 70%, ou seja, os casos estão sendo subnotificados, pois cada conselho registra em média 130 casos mensais. “Os números levam em consideração os registros de boletins de ocorrência e podem significar ausência de denúncias. Todos os dias, nos noticiários, a situação é bem diferente, novos casos de violência contra crianças e adolescentes têm acontecido na Capital”, alertou.

Diante desse cenário, de aumento de casos de todos os tipos de violência, os conselhos tutelares juntamente com a Rede de Proteção a Crianças e Adolescentes de Cuiabá têm um recado para toda população. Como forma de massificar e divulgar os canais disponíveis, cartazes foram elaborados e estão sendo distribuídos nos bairros. “Temos que criar uma barreira de enfrentamento à violência com nossas crianças e adolescentes. Durante a pandemia da Covid-19, a violência dentro de casa pode aumentar”, destacou.

Os canais para registros das denúncias são diversos e as ligações são gratuitas, disse Oilson. Existem os Disque 100 (Direitos Humanos) e o 190 (Polícia Militar), que funcionam 24 horas. Além dos telefones dos conselhos tutelares, Ouvidorias do Ministério Público, Defensoria Pública ou Delegacia Especializada dos Direitos das Crianças e Adolescentes. Além desses, podem procurar a Unidade de Saúde ou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de abrangência. “Estamos muito preocupados, pois os números de denúncias caíram, porém os casos de agressões que temos conhecimento que só tem aumentado. Devido a necessidade do isolamento social, os casos acontecem dentro de casa mesmo, e o medo toma conta”, informou Souza.

“Você não está só! Se algo de ruim está acontecendo dentro da sua casa, denuncie, peça ajuda”, concluiu o conselheiro.

Riscos e Pandemia-

Devido às medidas de isolamento social pela covid-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que as crianças e adolescentes estão mais expostos às situações de violência física, sexual e psicológica devido ao aumento das tensões domiciliares.

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1 Comentários

Wanessa - 31/05/2020

Eu gostaria de opinar, não adianta apenas dar instruções e telefone para ligar , é necessário punir e fazer os processos terem andamentos o quanto antes , sou mãe e tia de vítima de pedofilia por um mesmo indivíduo onde registrei BO dia 25 de janeiro bem antes dessa pandemia e até agora não houve uma só audiência sequer, enquanto isso o indivíduo aje como se nada aconteceu e as vítimas tendo que cruzar com esse ser diariamente, justiça fraca e falida

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