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Cidades Quarta-feira, 15 de Maio de 2024, 16:40 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2024, 16h:40 - A | A

PORTARIA DO MAPA

Aprosoja-MT recebe com cautela alteração do calendário do vazio sanitário e do plantio

Novas datas foram divulgadas pelo Mapa e prevê intervalo de 8 de junho a 6 de setembro para o vazio

DA REDAÇÃO

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quarta-feira (15) a portaria que determina os calendários do vazio sanitário e do plantio da soja da safra 2024/2025. O vazio sanitário começa em 08 de junho e vai até o dia 06 de setembro. A semeadura começa em 07 de setembro e segue até 07 de janeiro de 2025.

A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) recebeu com cautela essa alteração do calendário do vazio que antecipou a proibição da presença de plantas vivas de soja em uma semana do que era previsto anteriormente. 

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, comentou que a alteração foi recebida com certa surpresa e que ainda deve passar por apreciação dos demais associados. O representante dos produtores de soja e milho do Estado indicou que há pontos a serem considerados como o prejuízo para a segunda cultura, nesse caso, o gergelim.

Segundo o 7º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão de produção de gergelim em Mato Grosso era de 187,7 mil toneladas na safra 2023/2024. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) pontuou que o número era resultado do aumento da área plantada em mais de 100%, saindo de 185,5 mil hectares para 381,9 mil hectares.

O gergelim, explicou Jerusa Rech, gerente de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, foi muito procurado este ano pelos produtores que perderam a janelado plantio do milho por conta da forte estiagem. 

“Os anos mais secos favorecem a escolha do gergelim em comparação ao milho, é uma forma de aproveitar as terras que ficam subutilizadas durante os períodos de escassez de água. O grão é também uma boa opção de investimento porque o mercado internacional tem um alto consumo. Além disso, muitas áreas cultivadas em março ainda não foram colhidas”, detalhou a especialista.

Nesse sentido, Jerusa chamou a atenção também para o fato de que com o vazio sanitário antecipado, os produtores terão menos tempo para eliminar as plantas tigueras ou guaxas (planta de um cultivo anterior que brota na safra atual) e podem perder a sua produção, e com isso ter uma queda na produtividade do gergelim. 

Outro ponto a ser considerado, segundo o presidente da Aprosoja-MT, é o plantio adiantado também em uma semana, desta vez para 07 de setembro indo até 07 de janeiro. 

Isso porque em anos de El Niño ou de La Niña há o adiantamento ou atraso das chuvas, explanou Jerusa. Nesta safra atual, em que o fenômeno vivenciado é o primeiro, houve um atraso no início das chuvas. Algumas regiões teve um volume acumulado de chuva, mas não se manteve no mês seguinte e aí ocorreu o período maior de seca e muitas lavouras foram semeadas no fim de outubro ou início de novembro. A especialista analisou que é um espaço grande e aquelas lavouras semeadas mais cedo já têm proliferação de pragas como mosca branca e ferrugem.

“Como chove pouco no início e as chuvas não são uniformes, isso pode colocar em xeque a produtividade e a produção da maioria, prejudicando não só aos produtores rurais economicamente, mas todo o estado de Mato Grosso, na sua produção, produtividade e arrecadação do Estado”, complementou o presidente.

Por outro lado, essa data de plantio se estendendo pode ser positiva, afirmou Lucas Costa Beber fica um pouco mais apropriada, avaliou o presidente. Retomando como exemplo este ano, no qual muitos produtores rurais precisaram fazer o replantio.

“Ir até o dia 7 de janeiro (de 2025) ainda não é o prazo perfeito, mas é bom porque é uma época na qual devemos considerar que pode ter a necessidade de replantio, como nesta safra, quando os produtores tiveram que fazer replantio no fim do ano passado e começo de 2024. Em anos de El Niño, então, uma data assim ou prazo ainda maior, é mais apropriado porque ajuda os produtores a semearem sem a necessidade de pedir o plantio excepcional”, concluiu Lucas Costa Beber.

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