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Brasil Sábado, 31 de Janeiro de 2026, 16:00 - A | A

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Reconstituição do assassinato de corretora em Caldas Novas teve disparo de arma de fogo

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Uma reconstituição do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, realizada na sexta-feira, 30, em Caldas Novas (GO), incluiu disparos de arma de fogo. Segundo a Polícia Civil, a simulação foi necessária para estabelecer a dinâmica do crime, não significando que a corretora foi morta a tiros.

A perícia do corpo, que estava em estado de decomposição, ainda não foi concluída.

Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos e o síndico do condomínio onde os dois moravam foi preso, suspeito do crime.

A defesa de Oliveira afirma que ele colabora com a investigação.

Como foi a reconstituição

Oliveira foi levado ao condomínio onde morava sob escolta policial e vestindo colete à prova de balas. Os policiais o conduziram ao subsolo do edifício, onde a corretora teria sido assassinada para reconstituir o ocorrido. Os moradores do prédio tinham sido avisados anteriormente de que poderiam haver disparos e que deveriam manter suas rotinas.

De acordo com a polícia, os tiros foram disparados para aferição da acústica do local. Embora não tenha havido relatos de disparos no dia dos fatos, o tempo de apenas 8 minutos no qual sucedeu a morte sugere um possível uso de arma de fogo.

Ainda segundo a polícia, Oliveira confessou o crime, mas não esclareceu de forma precisa como teria matado a corretora. Em entrevista ao Estadão, o advogado do suspeito afirmou que "não sabemos se essa confissão se deu de forma livre e espontânea e sem qualquer tipo de intimidação".

Conflitos

Segundo a investigação, a motivação do crime pode ter sido uma disputa pela administração de apartamentos no condomínio onde suspeito e vítima moravam em Caldas Novas. Daiane assumiu o controle de seis apartamentos de seus parentes que eram administrados pelo síndico, gerando um conflito entre eles.

Oliveira chegou a propor em assembleia que Daiane e seus parentes fossem impedidos de frequentar as áreas comuns do condomínio. A corretora recorreu à Justiça e obteve ganho de causa, o que acirrou o conflito entre eles. A decisão judicial foi dada alguns dias antes do desaparecimento da corretora.

Daiana Alves Souza desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 e, após mais de 40 dias de buscas, o corpo dela foi encontrado na quarta-feira, 28, nas margens da rodovia GO-213, em Caldas Novas, em estado de decomposição. O cadáver foi encaminhado para perícia no Instituto Médico Legal (IML)

Segundo o delegado da Polícia Civil de Caldas Novas, André Luís Barbosa, a corretora abriu 12 procedimentos civis e criminais contra Oliveira. Três deles, versando sobre crimes de agressão, ameaça e constrangimento ilegal e stalking - perseguição reiterada -, resultaram na abertura de inquéritos policiais. "Os inquéritos foram concluídos, relatados e enviados ao Ministério Público, que deu seguimento aos casos", diz o delegado.

Daiane também foi autuada pelo síndico por alugar um apartamento para um número maior de pessoas que o permitido pelas regras do condomínio. Em outubro do ano passado, a Justiça designou uma audiência de conciliação entre as partes, na tentativa de encerrar os processos.

Na sessão, realizada por videoconferência, o conciliador propôs que as partes apresentassem as condições para se comporem amigavelmente. Daiane e Oliveira recusaram o acordo. O processo foi encaminhado para julgamento, que ainda não ocorreu.

Subsolo

De acordo com o delegado, as provas indicam que Oliveira usou um artifício para atrair a mulher ao local onde ela seria morta, no subsolo do prédio. "Ele desligou o disjuntor do padrão de energia para atrair a vítima até o local, que fica em um ponto cego. Ali ela foi atacada e morta."

Ao ficar sem energia, Daiane saiu do apartamento e usou o celular para registrar que só o imóvel dela estava sem luz. O registro foi enviado para uma amiga. Ela desceu pelo elevador até a recepção e fez mais um vídeo pelo celular, que também enviou à amiga. As câmeras mostram que ela continuou gravando após sair da recepção e se dirigir ao subsolo, mas o terceiro vídeo não foi enviado porque, segundo a polícia, ela encontrou o síndico, que já a esperava.

Ela teria sido morta no subsolo. "Tudo leva a crer que o crime aconteceu de maneira rápida e o corpo foi removido logo, em seguida, na carroceria de seu veículo", diz o delegado.

Câmeras de segurança registraram o deslocamento do síndico com o próprio carro para uma área de mata. Ele saiu com a capota fechada e retornou cerca de 40 minutos depois com a capota aberta.

Em depoimento, no entanto, afirmou ter ido para outra região da cidade, o que, segundo a polícia, configura uma contradição. Imagens de câmeras de segurança registraram, às 19h36, Cléber dirigindo o próprio carro por uma rota divergente daquela que havia mencionado à polícia.

Conforme o delegado, o suspeito limpou tanto o local do crime como a carroceria do veículo para eliminar vestígios. Uma nova perícia, com recursos tecnológicos, será realizada em busca de evidências.

O que diz a defesa

Oliveira foi preso por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver, enquanto seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, acabou sendo detido por suspeita de destruir provas e tentar atrapalhar as investigações. Na audiência de custódia, os dois foram mantidos na prisão.

O advogado de Maiykon, Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva, foi procurado pela reportagem e não deu retorno até o fechamento deste texto. Anteriormente ele havia dito que Maiykon não teve qualquer participação no caso e já requereu que seja colocado em liberdade.

A defesa de Cleber, que é representado pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advogados, diz que ele segue respondendo a todas as indagações e contribuindo com a investigação.

(Com Agência Estado)

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