Como mostrou a colunista Vera Rosa, do Estadão, além do destravamento da pauta enviada pelo Palácio do Planalto, o presidente quer que Alcolumbre, expoente do Centrão, apoie publicamente sua tentativa de obter o quarto mandato. Lula, em contrapartida, se for reeleito, pretende avalizar uma nova gestão de Alcolumbre à frente do Senado, assim como já se comprometeu com Hugo Motta (Republicanos-PB) para o comando da Câmara.
Os dois romperam após o Senado rejeitar a indicação, feita por Lula, do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente atribui a Alcolumbre o fiasco na votação, já que o nome preferido pelo senador para a cadeira na Corte era o de Rodrigo Pacheco (PSB).
O primeiro contato dos dois visando a reconciliação ocorreu em um jantar promovido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no último dia 4. Já nesta quarta-feira, 12, Lula e Alcolumbre se reuniram em café da manhã também no Palácio da Alvorada, ao lado do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e da líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), para tentar acertar os ponteiros sobre a pauta de votações de interesse do Palácio do Planalto.
O petista pediu ao parlamentar para que faça "o possível e o impossível" para aprovar no Senado o fim da escala de trabalho 6x1. O projeto é uma das principais bandeiras da campanha do presidente à reeleição.
Depois da reunião, Guimarães disse que a relação dos dois está "destravada". Segundo o ministro, a conversa foi "bem aberta" e representou um "passo gigantesco" para a relação do governo com o senador.
(Com Agência Estado)
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