A estrutura demolida ficava no sentido leste da rodovia, a apenas 16 metros de outra ponte, no sentido oeste, que continua em funcionamento. A travessia é a única ligação rodoviária com São Luís, capital maranhense, o que exigiu cuidados para evitar danos à ponte vizinha.
Segundo o DNIT, a demolição foi planejada para reduzir os impactos das explosões. Antes da operação, técnicos inspecionaram a ponte que permaneceria em funcionamento e instalaram equipamentos para acompanhar possíveis vibrações. Ao todo, 20 sismógrafos monitoraram os efeitos das detonações.
Para diminuir a força da queda, a altura de impacto da estrutura foi reduzida de 13 para aproximadamente sete metros, com a preparação de uma camada de solo para amortecer o desabamento. A implosão também foi programada para o período de maré alta, quando o nível da água ajudaria a atenuar o impacto.
As explosões foram realizadas em etapas, com pequenos intervalos entre os disparos, para evitar que toda a energia fosse liberada de uma só vez.
Após a demolição, três equipes técnicas avaliaram simultaneamente as condições da ponte que permaneceu de pé. Os profissionais compararam os resultados das inspeções com os registros anteriores à operação para verificar se a estrutura havia sofrido alterações.
A área foi isolada durante os trabalhos, com medidas de proteção para as residências próximas e a rede elétrica. A ação contou com a participação de órgãos de segurança, defesa civil, saúde e trânsito, além das Forças Armadas.
O DNIT informou que o tráfego na ponte remanescente já foi liberado após as inspeções confirmarem o atendimento aos critérios de segurança.
(Com Agência Estado)
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