Dois dos quatro adolescentes identificados pela Polícia Civil de Santa Catarina como suspeitos de participação na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, estão em uma viagem para os parques da Disney, na Flórida, nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Civíl de Santa Catarina, a ida ao exterior já estava programada antes do episódio e não tem relação direta com as investigações. Por conta disso, famosos, ativistas da causa animal e usuários têm movimentado a web pedindo justiça para o animal e a expulsão dos jovens dos parques.
O perfil oficial da Disney World Brasil no Instagram recebeu uma série de comentários pedindo a expulsão dos suspeitos.
“Tem assassino de animais no seu parque”, escreveu uma usuária. “Tem um moleque [sic] aí no parque que matou um cachorro inocente”, escreveu outra seguidora.
“Não deixem esses marginais entrarem no parque”, “tem assassino de animais no seu parque”, “Disney, você sabia que tem torturador de animais por aí?”, foram outros comentários realizados nos posts do parque.
Em outra publicação, uma usuária escreveu: “No dia 16 de janeiro, um cão comunitário chamado Orelha que morava na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina (Brasil), foi brutalmente espancado até a morte por quatro adolescentes. Dois dos assassinos fugiram para a Disney (Flórida). Nós, brasileiros, queremos o apoio das autoridades da Flórida para que a justiça seja feita.”
Relembre o caso
A morte brutal do cachorrinho Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, causou comoção nacional. Cão comunitário, ele foi atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. O pet foi socorrido e levado a uma clínica veterinária mas, devido à gravidade dos ferimentos, foi submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro.
Devido à enorme repercussão, a Polícia Civil de Santa Catarina passou a investigar o caso. Na segunda-feira (26/1), foi deflagrada uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e os adultos responsáveis.
A polícia não revela nomes, mas informou que, entre os parentes ligados aos jovens, estão dois empresários e um advogado.
As autoridades também investigam um outro caso de agressão feito pelos adolescentes contra o cachorro conhecido como Caramelo. O animal conseguiu escapar dos ataques do grupo.
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