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Economia Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 16:30 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 16h:30 - A | A

Petróleo fecha em alta, com escalada de tensões no Irã, de olho em Fed e no dólar

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 28, em sessão marcada pela expectativa com a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O aumento das tensões no Oriente Médio seguindo declarações de líderes sinalizando uma escalada aumentaram os prêmios de risco da commodity, no entanto, o efeito foi limitado nos preços pelo avanço do dólar, que se recupera das fortes quedas dos últimos dias.

O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,31% (US$ 0,82), a US$ 63,21 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 1,17% (US$ 0,78), a US$ 67,37 o barril.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que uma "grande armada" naval está se deslocando rapidamente em direção ao país. Trump disse que a frota é "maior do que a enviada à Venezuela" e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou que os "dias do governo iraniano estão contados".

Nigel Green, CEO do Grupo deVere, afirma: "Os mercados de energia precificam o risco antes que ele se materialize. Uma ameaça crível ao fornecimento iraniano aperta imediatamente o equilíbrio global do petróleo e força os operadores a precificar cenários de interrupção que podem movimentar o óleo bruto em dezenas de dólares, e não em valores de um dígito", aponta.

Ele continua: "O Irã permanece um fornecedor crucial, tanto por meio de exportações oficiais quanto por fluxos paralelos. Qualquer escalada, seja por meio de ataques diretos, retaliação contra o transporte marítimo ou intensificação da aplicação de sanções, ameaça o petróleo bruto do qual os mercados globais dependem."

Trump afirmou ainda que o Iraque não receberá ajuda americana se eleger novamente Nouri al-Maliki como primeiro-ministro. No país, a Chevron está pressionando o Iraque a melhorar os retornos no gigantesco campo petrolífero de West Qurna 2 como condição para comprar o projeto da Lukoil, da Rússia.

No Congresso norte-americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao mesmo tempo que elogiou a cooperação do atual governo na Venezuela, disse que poderia estar pronto para tomar novas ações militares contra o país se a liderança interina não atender às demandas americanas.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 2,295 milhões de barris na semana encerrada em 23 de janeiro. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam alta de 1 milhão de barris.

(Com Agência Estado)

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