Problemas. Tê-los ou não? Eis a questão.
Está aí um tema perfeito para abrir esta coluna que se pretende mensal. Fiquei matutando um tempo sobre a temática do texto de abertura. De cara percebi que já tinha criado um problema antes mesmo dele existir. Fiz listas de temas que pretendia abordar a cada mês, estabeleci uma meta até o final do ano de escrever todos os textos antecipadamente.
Pensei comigo: Ok, vou escrever sobre Cultura, mas qual aspecto dentro de um tema tão amplo irei abordar?
Então decidi escrever sobre a Vida, sobre o que me toca, o que me afeta, o que me move a cada mês que ainda restam de 2022.
Um tema que consegue ser ainda mais amplo do que Cultura, mas vamos lá!
E o que está me tocando neste mês é a descoberta de que eu não tenho problema.
O ideal seria uma vida sem problemas, não é mesmo?
Somos criados para que sempre que um problema surgir, buscarmos formas de resolvê-lo. Há casos em que não há solução, e aí diz o ditado popular: o que não tem solução, solucionado está! (Será?!).
Mas voltando ao meu problema por não ter problema.
Em 2022 ingressei no Mestrado, após um hiato de 20 anos entre a saída da graduação, e agora o ingresso no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea, pela Universidade Federal de Mato Grosso (nossa querida UFMT), e em uma das aulas, ao analisar meu projeto de pesquisa, percebi nele a ausência de um problema (que por acaso é o que move uma pesquisa acadêmica).
Pronto! Se eu não tinha um problema, ele acabou de ser criado. O problema em não ter um problema, isso dentro da Universidade (ou Academia, como preferirem) é um problema.
Salva pelo gongo (ou melhor, pela professora/orientadora) estou agora no momento de refletir para descobrir qual é o meu problema, pois ele existe (basta procurar!).
Bem vinda ao mundo adulto, onde quem não tem um problema é porque não tem olhos para vê-lo! Em setembro estarei aqui, espero que com um belo problema para resolver (e compartilhar com vocês).
(*) DANIELLE BERTOLINI é jornalista, cineasta, produtora, curadora e empreendedora cultural. Mestranda em Estudos de Cultura Contemporânea (UFMT).
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