A nossa rotina tem algo em comum em praticamente todos os ambientes: passamos tempo demais sentados. Seja diante do computador, no trânsito ou nos momentos de lazer, o movimento vem sendo substituído por longos períodos de inatividade. Esse padrão de comportamento, cada vez mais comum, tem impacto direto na saúde e merece atenção.
No Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, a data convida à reflexão sobre um hábito silencioso, mas que pode trazer consequências importantes para o organismo, especialmente para o coração.
O sedentarismo está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade, devido à disfunção endotelial, ao permanente estado de inflamação, à resistência insulínica e ao excesso de peso. Infelizmente, mesmo a prática regular de atividade física não atua de forma contundente na dislipidemia, o que reforça a necessidade de cuidados integrados com alimentação, acompanhamento médico e estilo de vida.
Além dos efeitos físicos, o movimento traz benefícios mentais. A prática de atividades físicas está relacionada à liberação de substâncias que contribuem para a sensação de bem-estar, auxiliando no controle do estresse e da ansiedade.
Embora muitas pessoas associem atividade física apenas à prática de exercícios estruturados, como academia ou esportes, é importante lembrar que o movimento pode — e deve — fazer parte da rotina de forma mais ampla. Pequenas atitudes ao longo do dia já ajudam a reduzir os efeitos negativos de permanecer muito tempo sentado. Levantar-se com mais frequência durante o expediente, dançar, caminhar pequenas distâncias, optar por escadas em vez de elevadores ou reservar momentos da semana para atividades físicas são estratégias simples que podem fazer diferença para a saúde.
Do ponto de vista cardiovascular, o movimento regular ajuda a melhorar a circulação sanguínea, contribui para o controle da pressão arterial e auxilia no equilíbrio do peso corporal. Esses fatores são fundamentais para a prevenção de doenças cardíacas.
Mais do que estabelecer metas rígidas, o essencial é incluir o movimento de forma consistente no cotidiano. Pequenas mudanças, incorporadas ao dia a dia, podem representar ganhos significativos para a saúde do coração e para a qualidade de vida a longo prazo.
(*) ANA LUISA GUERRA é cardiologista do Hospital São Mateus e pós-graduada em cardio-oncologia pela Sociedade de Cardiologia (SBC).
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