Bira iniciou a trajetória artística como percussionista, atuando na noite paulistana. Foi nesse período que surgiu o apelido "Haway", em referência ao nome de um estúdio onde costumava gravar, nome artístico que adotou e carregou ao longo de toda a carreira.
Além da atuação como músico, também trabalhou como cantor e intérprete de escolas de samba. Ele esteve à frente da Estácio de Sá como intérprete no primeiro ano de Ciça como mestre de bateria da agremiação.
Trabalhos marcantes
A partir dos anos 1980, Bira passou a se dedicar à produção musical, função que o consolidou como um dos principais nomes do samba e do pagode no Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, trabalhou com grupos como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, participando da formação e projeção de artistas que se tornaram referências do gênero.
Problemas de saúde
Nos últimos dias, o produtor enfrentava complicações de saúde. Ele havia passado recentemente por uma amputação de uma das pernas, abaixo da coxa, no Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio, e chegou a receber alta médica.
Na última quarta-feira, 21, voltou a passar mal e foi levado à UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. Em seguida, foi transferido para o Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu.
Homenagens e repercussão
Em publicação nas redes sociais, o Grupo Molejo lamentou a morte do produtor. "Hoje o nosso coração se despedaça. Perdemos quem mais acreditava em nós: nosso paizão, nosso guia, nosso mestre, produtor e diretor", escreveu a banda.
A postagem recebeu mensagens de pesar de diversos artistas, entre eles Délcio Luiz, Fred Camacho, Ronaldo Barcellos, João Martins, Tonho Matéria e Buchecha.
(Com Agência Estado)
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