Na reta final de janeiro, haverá a Super Quarta, com decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil. No exterior, ainda sairão balanços de empresas norte-americanas, como Boeing, petrolíferas e cinco das Sete Magníficas - Microsoft, Meta, Amazon, Apple e Tesla.
"No Brasil, a semana começa com os agentes reavaliando o rali recente", diz Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, em nota.
A agenda doméstica também não deixa a desejar. Hoje, saíram dados piores do que o esperado do setor externo. Amanhã será informado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de janeiro.
Por ora, segundo Igor Monteiro, CEO da EqSeed, a semana promete ser de realização de lucros do Ibovespa. "Considero pouco provável uma euforia semelhante à da semana passada", diz. "A não ser que o quadro geopolítico piore, o que atrairia mais dinheiro para o Brasil", completa.
Em meio a uma semana repleta de divulgações, com destaque às decisões sobre juros no Brasil e nos EUA, para as quais as expectativas são de manutenção das taxas, as atenções ficam nos respectivos comunicados, pontua o CEO da plataforma de investimentos online em startups. Conforme Monteiro, a estabilidade das taxas de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) nos níveis atuais parecem consolidadas pelos mercados.
Quanto ao Copom, a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 15,00% ao ano. Porém, alguns analistas estimam que o colegiado sinalize no comunicado quando pretende iniciar o processo de quedas dos juros. A maioria aposta que o primeiro corte virá em março.
"Se o Copom reforçar cautela, os juros continuarão altos por mais tempo", estima em Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos, em relatório.
Enquanto o minério de ferro fechou em queda de 0,95% hoje em Dalian, o petróleo caía cerca de 0,40% às 11h25. Em Nova York, as bolsas abriram em leve alta, enquanto metais preciosos como ouro e prata avançam, na busca de investidores por segurança.
Há a possibilidade crescente de nova paralisação do governo dos EUA, uma vez que parlamentares democratas podem se recusar a votar o Orçamento sem mudanças nas provisões para a segurança nacional, devido aos conflitos em Minneapolis. Há ainda expectativa pela escolha do novo presidente do Fed e receios com a autonomia da nova composição do BC americano. Além disso, Trump ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá se ele avançar em um acordo com a China.
No Brasil, hoje foi informado o saldo em conta corrente. Houve déficit de US$ 3,363 bilhões em dezembro. Com isso, o déficit acumulado em 2025 ficou em US$ 68,791 bilhões, ou 3,03% do Produto Interno Bruto (PIB) - o maior, nessa base, desde 2014.
Pela primeira vez desde 2023, o Investimento Direto no País (IDP) ficou negativo em US$ 5,248 bilhões em dezembro. Com o dado, 2025 terminou com entrada líquida acumulada de US$ 77,676 bilhões em IDP, o equivalente a 3,41% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado anual ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de US$ 84,860 bilhões. O número de dezembro, por sua vez, foi menos negativo do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de US$ 5,60 bilhões.
Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos. Foi a quarta sessão seguida em fechamento recorde.
Às 11h26 desta segunda-feira, o Ibovespa caía 0,65%, na mínima aos 177.694,22 pontos, ante máxima em 179.434,44 pontos, em alta de 0,32%, e abertura em 178.859,11 pontos, com variação zero. Vale subia 0,91% e Petrobras, em torno de 1%. Já as ações de grandes bancos recuavam acima de 1%.
(Com Agência Estado)
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