Segundo a Moody's, o Brasil está apto a ser o maior beneficiário dentro do Mercosul dada a composição e escala de suas exportações. A UE representou cerca de 16% do comércio total do Mercosul em 2024 e, para o Brasil, os produtos agrícolas (carne bovina, aves, açúcar) e produtos minerais dominam as exportações para o bloco europeu. "As tarifas do Mercosul sobre alguns bens europeus são elevadas - chegando a até 35% para autopeças e 28% para laticínios -, de forma que sua eliminação gradual aumentará a competitividade e gerará economias", afirma.
No entanto, a agência destaca que as principais exportações do Brasil, como petróleo e produtos minerais, já estão sujeitas a tarifas baixas, com média de 0,5%.
Mercosul
Para o perfil de crédito dos soberanos e setores-chave do Mercosul, o acordo com a UE é positivo por apoiar o acesso aos mercados de exportação, o investimento e a diversificação comercial, avalia a Moody's, destacando que a UE já é a maior provedora de investimento estrangeiro na região do Mercosul.
Contudo, os benefícios de curto prazo são restringidos por um processo prolongado de implementação e pelos desafios de ratificação, pondera a agência. O acordo também inclui requisitos de sustentabilidade, como o cumprimento das metas do Acordo de Paris.
(Com Agência Estado)
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