O candidato do PL ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes, afirmou nesta quinta-feira (13) que acredita que não sofrerá ataques do correligionário, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, durante sua campanha eleitoral ao governo do Estado. Segundo Wellington, Abílio se reuniu com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e se comprometeu a respeitar a decisão partidária que chancelou o nome de Fagundes ao Paiaguás.
“O prefeito Abílio sentou junto com o presidente Valdemar e ele se posicionou que irá realmente respeitar a decisão e que vai trabalhar para o projeto do PL, do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Wellington também disse que Abílio não deve fazer pronunciamentos contra a candidatura do PL em Mato Grosso.
A declaração ocorre em meio às divergências dentro do próprio PL sobre a disputa estadual e à definição do apoio do partido à candidatura de Wellington.
O senador afirmou que considera natural a existência de opiniões diferentes dentro de uma legenda, mas defendeu que, após a decisão da maioria, os filiados devem respeitar o projeto definido pelo partido.
“Um partido político não pode ser unânime. A força do partido político é ter divergências entre as pessoas, pensamentos diferentes. Agora, a maioria vence”, afirmou.
Wellington também reforçou que o principal objetivo do grupo será trabalhar pela candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O senador destacou que espera que os integrantes da legenda atuem para fortalecer a candidatura nacional e, ao mesmo tempo, as candidaturas do partido em Mato Grosso.
DISCURSO AMENO
Wellington tenta conter a "rebelião" de prefeitos do PL que se opõem à aliança com o MDB e à candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini é uma das principais lideranças desse grupo dissidente.
Nos dias anteriores, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, havia ameaçado expulsar os prefeitos que fizessem campanha para o adversário Otaviano Pivetta (Republicanos).
Wellington, por outro lado, busca demonstrar que a crise está controlada e que Abilio, pelo menos, não atuará contra o partido, em um movimento para evitar que a dissidência tome força e prejudique a campanha.
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