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Política Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 16:04 - A | A

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 16h:04 - A | A

UNANIMIDADE

Vereadores de VG negam pedido de vista e aprovam remanejamento de 30%

O presidente Wanderley Cerqueira convocou sessão extraordinária nesta sexta-feira (24) após decisão judicial

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Reprodução/Câmara VG

Câmara de Várzea Grande

A Câmara de Várzea Grande aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (24), o projeto de lei 175/2026, que amplia o teto para remanejamento do orçamento e abertura de créditos adicionais. A prefeita Flávia Moretti (PL) havia solicitado a elevação do limite de 5% para 20%, mas uma emenda apresentada pelo vereador Alessandro Moreira (MDB) aumentou o percentual para 30%. O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), subscreveu a proposta.

Antes da votação, o vereador Feitoza (PSB) protocolou um pedido de vista, que foi rejeitado pela maioria dos parlamentares. Segundo ele, o projeto continha documentos duplicados e era necessário esclarecer qual versão seria efetivamente submetida à votação.

LEIA MAIS: Câmara de VG convoca sessão para votar remanejamento do orçamento 

"Quero requerer vista a esse projeto para que sejam esclarecidos, junto ao Executivo e à Diretoria Legislativa desta Casa, os pontos de duplicidade, a fundamentação constitucional e o efetivo pedido de urgência especial antes da liberação em plenário", afirmou.

Gisa Barros (Podemos) criticou a condução financeira da Prefeitura e lembrou que a Câmara já havia autorizado outros remanejamentos ao longo do ano.  

"Essa Casa já liberou, ao longo desses seis meses, R$ 155 milhões em remanejamentos. Mas, para pagar precatórios, se tivesse um planejamento correto e economia de uma pasta para outra, não chegaríamos à situação em que estamos", declarou.

O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, também fez críticas à gestão municipal e rebateu o argumento de que a falta de aprovação de projetos pela Câmara estaria prejudicando a administração.

"Não é verdade que a Prefeitura deixa de pagar por falta de aprovação de projetos. Não paga porque gasta errado", declarou.

Várzea Grande está sob decreto de estado de calamidade financeira. A situação levou a base da prefeita a pressionar pela convocação de uma sessão extraordinária durante o recesso parlamentar. Wanderley, no entanto, recusou-se a convocar a sessão de forma administrativa e só abriu os trabalhos após decisão judicial que determinou a realização da votação. 

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