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Política Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 08:07 - A | A

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 08h:07 - A | A

DISPUTA AO GOVERNO

Chapa pura do Missão embaralha direita e pode virar trunfo para Pivetta em 2026

Primeiro pré-candidato lançado ao Governo de Mato Grosso, presidente do Missão concentrará a estratégia eleitoral apenas na disputa pelo Paiaguás e pela Câmara Federal

CAMILA RIBEIRO E GABRIEL BARBOSA
Do Local/ Da Redação

Camila Ribeiro/HNT

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A candidatura de Rafaell Milas (Missão) ao Governo de Mato Grosso ameaça fragmentar o eleitorado bolsonarista no Estado. A presença de um segundo candidato mirando o eleitor conservador pode pulverizar votos e, na prática, favorecer o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida eleitoral, em detrimento do candidato oficial do bolsonarismo, o senador Wellington Fagundes, que concorrerá pelo PL.

Wellington teve a candidatura oficializada durante convenção estadual do PL, realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá. A sigla tenta agregar forças da direita em torno do senador. Do outro lado, Milas foi homologado pelo Partido Missão na segunda-feira (20) e deixou claro que não pretende abrir mão da candidatura para integrar uma composição com outras legendas. O partido terá chapa pura, com o empresário Thales Sartorelo como candidato a vice-governador, e não lançará nomes ao Senado ou à Assembleia Legislativa.

LEIA AQUI: Renan Santos diz que agro está "cansado do bolsonarismo" durante ato em Cuiabá

A estratégia coloca Milas e Wellington em disputa por parcelas semelhantes do eleitorado. Embora o Missão busque se apresentar como uma alternativa ao bolsonarismo, a legenda também está posicionada à direita e tenta conquistar principalmente eleitores conservadores insatisfeitos com os nomes tradicionais desse campo político.

A movimentação em Mato Grosso também reproduz uma disputa que já ocorre no cenário nacional. Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos tem adotado uma estratégia de confronto com o bolsonarismo e tenta se consolidar como uma alternativa de direita à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A movimentação começa a aparecer também nas pesquisas eleitorais.

Levantamento Real Time Big Data divulgado nesta semana colocou Renan isolado na terceira posição na corrida presidencial, à frente de outros nomes tradicionais da direita, como os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O desempenho reforçou a entrada do Missão na disputa por um eleitorado que, nas últimas eleições presidenciais, esteve majoritariamente concentrado em torno de Jair Bolsonaro.

Assim como Renan busca ocupar um espaço à direita fora da órbita da família Bolsonaro, Milas constrói uma candidatura conservadora independente do PL. Para Pivetta, a fragmentação pode ser eleitoralmente conveniente, enfraquecendo Wellington Fagundes, seu principal adversário e líder nas pesquisas.

Além da candidatura ao Governo, o Missão apresentou seis candidatos à Câmara dos Deputados: Murilo Martins, Jonas Dantas, Radman Gadiel, Bernardo Sabe, Natali Lima e Juliana Galdino.

A legenda abriu mão das disputas pelo Senado e pela Assembleia Legislativa para concentrar estrutura e recursos na candidatura de Milas e na tentativa de formar uma bancada federal.

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