Gabriel Barbosa/HNT

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que não discutiu "política" com a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), após o anúncio de mais uma parceria com o município, desta vez, com o empenho de 60 milhões para reestruturar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da 'Aliança pela Água'. Pivetta disse que não correria o risco de utilizar a 'máquina pública' com finalidade eleitoreira e que preferia seguir a cultura de "fazer promessas" a usar essa estratégia para obter vantagem sobre adversários.
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"Sobre ter interesse eleitoreiro, eu não tenho esse risco. Seria melhor continuar fazendo promessa como os outros já fizeram. Nunca falei com ela sobre política", afirmou Otaviano Pivetta nesta quarta-feira (22).
Flávia também rejeitou que a parceria tenha motivação eleitoral. Segundo ela, a aproximação com Otaviano tem como foco na solução do DAE e ressaltou que falou com Pivetta apenas sobre crise no abastecimento.
"Hoje, a conversa é DAE. É água", esclareceu.
Pivetta pontuou que os contratos de serviço do TAC serão fiscalizados pelo Ministério Público (MPMT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), minimizando as chances de "negociatas políticas" a partir das obras.
"O que estamos fazendo aqui é um TAC. Esses contratos e negócios que fazemos em nome do saneamento de VG, serão fiscalizados pelo TCE e MP. E fazeremos render", asseverou o governador.
O Partido Liberal pressiona a prefeita de VG a apoiar a candidatura ao governo do senador Wellington Fagundes (PL). O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, disse que fará uso da prerrogativa da "fidelidade partidária" para ter os prefeitos no palanque do senador.
Além de Moretti, os prefeitos do PL em Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e Rondonópolis, Cláudio Ferreira, também estão próximos a Pivetta. Abilio defende que a direita construa um "palanque único" para não dividir os votos e correr o risco de perder as eleições.
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