Reprodução/Secom-MT/Senado

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL).
O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirmou que o partido enfrenta um impasse interno após a convenção do Partido Liberal de Mato Grosso homologar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado, o que contraria as exigências do Republicanos por um palanque único em favor da reeleição de Otaviano Pivetta. Conforme a liderança, um eventual apoio do partido à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da república, que antes era dada como avançada, agora depende de tratativas estaduais e foi adiada para o dia 1º de agosto.
Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan SP, nesta quarta-feira (22), Marcos Pereira detalhou que a antecipação da convenção do PL no estado frustrou os planos de uma composição harmônica entre as legendas.
“Já tivemos um problema na data de hoje. Mato Grosso, por exemplo, que havia uma expectativa muito grande para o apoio do PL ao nosso governador Otaviano Pivetta. O PL local lá antecipou a convenção deles que seria no dia 4 de agosto para hoje e já lançou um candidato ao Senado”, afirmou.
LEIA MAIS: Republicanos condiciona apoio a Flávio à desistência de WF e aliança com Pivetta em MT
A declaração de Pereira oficializa o que já vinha sendo ventilado nos bastidores: a reeleição de Otaviano Pivetta se transformou em peça de troca para o fechamento da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. Informações prévias indicavam que o Republicanos condicionava o apoio nacional à desistência de Wellington Fagundes em Mato Grosso e ao respaldo do PL a candidatos do partido em outros três estados: Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.
Diante do novo cenário em Mato Grosso, o presidente do Republicanos afirmou que voltará a dialogar com os articuladores do PL, como o senador Rogério Marinho, para tentar destravar o nó político.
“Eu vou ver com o Rogério [Marinho], com ele, como é que a gente vai fazer isso, mas os números ainda estão sendo construídos internamente. Eu estou conversando com as lideranças do partido e a gente vai tomar essa decisão até primeiro de agosto. Não temos ainda uma definição”, ressaltou.
LEIA MAIS: Reeleição de Pivetta vira peça de troca em negociação de Flávio Bolsonaro por vice
A estratégia do Republicanos agora passa por uma consulta individual aos diretórios estaduais, buscando evitar que uma coligação formal nacional prejudique acordos regionais, especialmente em estados onde há fragmentação ou alinhamento de lideranças com o governo federal.
“Nós estamos consultando as executivas estaduais. Eu tenho ligado um por um, na medida que o tempo vai me permitindo. Eu tive uma última reunião semana passada com o Flávio e com o Rogério Marinho, na quinta feira da semana passada, amanhã vai fazer uma semana. E nós demos um prazo até primeiro de agosto. É extremamente importante que haja os apoiamentos dos estados”, concluiu o deputado.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








