A consolidação da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) para 2026 depende hoje de um nó político em Mato Grosso, onde o apoio nacional do Republicanos está condicionado à desistência do PL local em favor da reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Enquanto o senador Wellington Fagundes (PL) mantém sua pré-candidatura ao governo estadual, as cúpulas partidárias tentam destravar a aliança nacional que tem como peça-chave a indicação de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, para a vaga de vice-presidência.
Conforme noticiado pela Folha de S. Paulo, a escolha de Daniella é vista por Flávio como uma solução estratégica para reduzir sua rejeição entre as mulheres e preencher o vácuo deixado por Michelle Bolsonaro, que rompeu publicamente com o enteado e abandonou a presidência do PL Mulher após acusá-lo de humilhações e citar supostas festas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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Ex-auxiliar de Paulo Guedes, Daniella já coordena o eixo feminino do plano de governo, batizado de "Brasil Por Elas", mas sua ascensão gera forte resistência interna no partido Republicanos.
Lideranças da sigla, incluindo o presidente Marcos Pereira, demonstram incômodo com o fato de Daniella ter se filiado em abril sem avisar a direção nacional, além de temerem o desgaste provocado pelos sucessivos escândalos que cercam a pré-campanha do senador.
Além do impasse em Mato Grosso, o Republicanos avalia o risco de uma coligação formal devido à fragmentação regional. Embora a união seja vista como positiva em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, há uma barreira crítica no Nordeste.
Em Pernambuco e na Paraíba, expoentes do partido como Silvinho Costa Filho e Hugo Motta já sinalizam alinhamento com o governo Lula, o que pode forçar o Republicanos a optar pela neutralidade nacional, liberando os diretórios estaduais e dificultando a formação de um palanque único para a chapa de Flávio Bolsonaro.
*Com informações da Folha de S. Paulo.
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