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Política Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 11:43 - A | A

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 11h:43 - A | A

"PROPOSTAS INDECOROSAS"

Mauro manda Júlio procurar a polícia e dispara: 'se está se omitindo, é crime'

Ex-governador e presidente estadual do UB desafia deputado a formalizar acusações de assédio a delegados às vésperas da convenção de 30 de julho

BIANCA MORTELARO
Da redação

Alair Ribeiro

julio campos e mauro mendes.jpg

O ex-governador e pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) defendeu que o deputado estadual Júlio Campos (UB) formalize, por meio de um boletim de ocorrência (B.O), as graves denúncias de compra de votos relacionadas à convenção estadual do partido, agendada para o dia 30 de julho. A manifestação de Mendes ocorre após Júlio Campos vir a público alegar que empresários do agronegócio estariam tentando cooptar delegados do partido para barrar o projeto político da família Campos.

Diante da gravidade das acusações de "propostas indecorosas", o presidente estadual do União Brasil cobrou que as suspeitas deixem o campo das narrativas e sejam entregues às autoridades competentes.

LEIA MAIS: Júlio Campos aponta "propostas indecorosas" de empresários contra candidatura de Jayme

“Olha, o Júlio Campos deveria ir à justiça ou ir na polícia e registrar um boletim de ocorrência, porque isso é crime. Então, se ele falou isso e está se omitindo, ele está cometendo crime, então que ele diga quem é que fez e quem é que sofreu esse tipo de investida?”, afirmou Mendes, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (23).

Além de cobrar a formalização, Mauro Mendes rebateu o tom das críticas vindas da ala liderada pelos irmãos Campos. Ele sugeriu que esse tipo de acusação pode ser uma estratégia política para desviar o foco de movimentações do próprio grupo opositor interno.

“Porque eu também já ouvi as mesmas coisas do lado de lá, só que eu não fico de maneira irresponsável fazendo acusações ao vento. Essa prática de acusar os outros daquilo que está fazendo ou pretende fazer é uma tática antiga conhecida”.

O racha no partido também envolve a contagem de votos para o dia da definição oficial. Enquanto o grupo de Júlio e Jayme afirma ter a lealdade de pelo menos 35 dos 50 delegados, Mendes tem colocado esses números em dúvida publicamente.

“Você ficar antecipando o resultado é no mínimo um desrespeito ou no mínimo uma demonstração de desespero. Ficar colocando antecipadamente um suposto resultado quando no processo da convenção 50 pessoas vão decidir o destino do partido”, completou o ex-governador.

A crise interna eclodiu quando Júlio Campos revelou que o grupo político da família Campos já monitora abordagens a filiados no interior do estado. Segundo o deputado, emissários estariam oferecendo vantagens a convencionais em nome de setores interessados na manutenção da atual configuração do governo estadual.

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Embora Jayme Campos tenha adotado uma postura mais cautelosa, afirmando que prefere trabalhar com fatos comprovados em vez de narrativas, o senador admitiu ter ouvido relatos sobre as ofertas irregulares. O grupo dos Campos prometeu acionar o Ministério Público Eleitoral caso as denúncias de assédio sejam confirmadas, classificando a situação como um caso de extrema gravidade para a democracia partidária.

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