Apesar desse movimento, investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que continua alimentando preocupações com a inflação global e seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros americanos. O petróleo, por sua vez, recuava cerca de 4%, devolvendo parte da valorização acumulada nos últimos dias.
No cenário doméstico, em dia de agenda esvaziada de indicadores, o mercado acompanhou as participações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na XP Expert. Durigan voltou a defender o ajuste fiscal como prioridade e reafirmou o compromisso do governo com a consolidação das contas públicas. Galípolo, por sua vez, afirmou que o Banco Central seguirá acompanhando a evolução dos dados e reiterou que o cenário ainda requer juros em campo restritivo.
Galípolo afirmou ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) trabalha com diferentes "planos de voo" para a condução da política monetária e avalia qual deles tem a maior capacidade de levar a inflação para mais perto da meta de 3%, com o menor custo em termos de volatilidade. "Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo", disse, durante participação no evento, em São Paulo.
Por volta das 12h30, o dólar à vista recuava 0,42%. Na quinta, após três sessões consecutivas de queda, o dólar à vista avançou 0,64%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,0839.
(Com Agência Estado)
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