Segundo comunicado do Conselho da UE, cinco dos sancionados são juízes de tribunais revolucionários regionais iranianos, acusados de conduzir julgamentos contra minorias religiosas e dissidentes políticos, incluindo a vencedora do Prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi. De acordo com o bloco, os magistrados impuseram penas de morte, longas penas de prisão, flagelações, multas e outras punições com base em acusações vagas relacionadas à segurança nacional e à religião. O Conselho afirmou que essas condenações atingiram dissidentes políticos e defensores dos direitos humanos, inclusive pessoas ligadas aos protestos "Mulher, Vida, Liberdade", desencadeados em 2022.
A UE também incluiu na lista de sanções o hacker e engenheiro da computação iraniano Nima Salehi, fundador e principal liderança do grupo cibernético Ashiyane. Segundo o comunicado, a organização coopera com a Polícia Cibernética do Irã (FATA, na sigla em inglês) e com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), sendo responsável por ataques cibernéticos contra opositores internos, reformistas e instituições estrangeiras.
As sanções incluem congelamento de ativos, proibição de viagens à UE e veto ao fornecimento de recursos financeiros ou econômicos aos indivíduos e entidades listados. Também permanece em vigor a proibição de exportar ao Irã equipamentos que possam ser utilizados para repressão interna, incluindo sistemas de monitoramento de telecomunicações.
O Conselho reiterou que a UE "apoia firmemente as aspirações fundamentais do povo iraniano" por um futuro em que seus direitos humanos e liberdades fundamentais sejam plenamente respeitados. O bloco acrescentou que continuará trabalhando em novas medidas restritivas contra os responsáveis por violações no país.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








