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Sexta-feira, 24 de Julho de 2026, 13h:00 - A | A

UE sanciona mais seis pessoas no Irã por violações de direitos humanos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira, 24, novas sanções contra seis indivíduos acusados de graves violações de direitos humanos no Irã, elevando para 269 o total de pessoas e para 53 o de entidades atingidas pelas medidas restritivas do bloco.

Segundo comunicado do Conselho da UE, cinco dos sancionados são juízes de tribunais revolucionários regionais iranianos, acusados de conduzir julgamentos contra minorias religiosas e dissidentes políticos, incluindo a vencedora do Prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi. De acordo com o bloco, os magistrados impuseram penas de morte, longas penas de prisão, flagelações, multas e outras punições com base em acusações vagas relacionadas à segurança nacional e à religião. O Conselho afirmou que essas condenações atingiram dissidentes políticos e defensores dos direitos humanos, inclusive pessoas ligadas aos protestos "Mulher, Vida, Liberdade", desencadeados em 2022.

A UE também incluiu na lista de sanções o hacker e engenheiro da computação iraniano Nima Salehi, fundador e principal liderança do grupo cibernético Ashiyane. Segundo o comunicado, a organização coopera com a Polícia Cibernética do Irã (FATA, na sigla em inglês) e com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), sendo responsável por ataques cibernéticos contra opositores internos, reformistas e instituições estrangeiras.

As sanções incluem congelamento de ativos, proibição de viagens à UE e veto ao fornecimento de recursos financeiros ou econômicos aos indivíduos e entidades listados. Também permanece em vigor a proibição de exportar ao Irã equipamentos que possam ser utilizados para repressão interna, incluindo sistemas de monitoramento de telecomunicações.

O Conselho reiterou que a UE "apoia firmemente as aspirações fundamentais do povo iraniano" por um futuro em que seus direitos humanos e liberdades fundamentais sejam plenamente respeitados. O bloco acrescentou que continuará trabalhando em novas medidas restritivas contra os responsáveis por violações no país.

(Com Agência Estado)

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