Reprodução/HNT TV

A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa (Novo), no podcast HNT TV Entrevista.
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), recusou um novo convite do prefeito Abilio Brunini (PL) para assumir uma secretaria municipal e afirmou que não pretende repetir os desgastes políticos que enfrentou quando comandou a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). “Não sou mulher de bandido”, disparou a coronel ao explicar a decisão nesta quarta-feira (19).
“Sim. Houve, novamente, essa fala sobre a possibilidade de ser secretária, eu abdiquei. Não faz mais sentido para mim passar pelo que eu passei. Não sou mulher de bandido. Gato escaldado tem medo de água quente. Então, a gente está aqui agora, meu único foco é a atribuição de vice”, afirmou.
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Vânia deixou a Semob em agosto de 2025, após entrar em rota de colisão com vereadores da base de Abilio e com a presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Desde então, segundo ela, a vice-prefeitura ficou sem atribuições práticas e passou a funcionar como um cargo “esvaziado”.
A vice-prefeita agora cobra que a gestão defina oficialmente o que espera dela. Segundo Vânia, não é necessário que ela esteja à frente de uma secretaria para exercer um papel ativo na administração municipal.
“Bom senso da gestão, só isso. Bom senso para entender que o salário que eu recebo, que você paga, inclusive, ele deve ter uma finalidade. Tem uma finalidade. Então, não deixe esse espaço vago, independente se é Vânia ou qualquer outra que aí seja”, afirmou.
Vânia disse que já apresentou ao Executivo propostas para assumir atribuições próprias e atuar de forma autônoma, sem necessariamente responder pelo comando de uma secretaria.
“Naquela época que saí da secretaria, eu já entreguei alguns documentos falando quais atribuições seriam possíveis. Sugeri algumas atribuições ali. Este documento está aí formalizado no CIGED. Então, ele tem autonomia para falar: ‘não, Vânia, faz isso, faz aquilo, vamos até aqui’. Não necessariamente estar dentro da gestão”, explicou.
Para a vice-prefeita, o cargo não deveria ficar sem função definida enquanto vereadores e secretários exercem atividades dentro da administração.
“Afinal de contas, todos os vereadores estão, todos os secretários estão, por que vice-prefeito não? Mas poderiam ser atribuições autônomas, independente da gestão que está acontecendo”, concluiu.
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