A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), afirmou que ficou “no vácuo” dentro da administração municipal após deixar o comando da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). Segundo ela, desde a saída da pasta, em agosto de 2025, não recebeu novas atribuições dentro da gestão do prefeito Abilio Brunini (PL).
De acordo com a vice-prefeita, a situação criou um cenário de isolamento institucional dentro da Prefeitura. “Eu fiquei num vácuo, sim. A partir do momento que fui tirada da Semob e vim para esse espaço de vice-prefeita sem atribuição legal”, afirmou.
Vânia explicou que, apesar de hoje contar com duas salas no sétimo andar do prédio da Prefeitura e uma equipe mínima, ainda não possui respaldo legal para atuar diretamente em nenhuma área da administração. A vice-prefeita também criticou o que classificou como falta de espaço institucional para exercer o cargo. Segundo ela, historicamente o posto de vice-prefeito acaba sendo esvaziado quando não há uma função definida dentro do Executivo.
“Esse cargo, querendo ou não, é um cargo solitário. Inclusive, quando assumimos em janeiro de 2025, o vice-prefeito sequer tinha um espaço físico dentro da prefeitura”, relatou.
Antes de deixar a Semob, Vânia afirmou que desempenhava funções executivas diretamente ligadas à gestão municipal. Ela comparou sua situação atual com a de gestões anteriores, nas quais os vice-prefeitos ocupavam secretarias e citou o exemplo do vice-prefeito anterior, José Roberto Stopa (PV), que atuou como secretário de Obras Públicas, durante quase toda a gestão Emanuel Pinheiro (MDB).
Apesar do isolamento, a vice-prefeita ainda vive a expectativa de assumir mais responsabilidades e atuar de forma mais efetiva na gestão do município. Pela Lei Orgânica de Cuiabá, Vânia só pode assumir interinamente a Prefeitura em casos de ausência prolongada do prefeito, quando o afastamento ultrapassa 15 dias. Foi o que ocorreu no ano passado, durante uma expedição de Abilio à Ásia.
Por fim, Vânia afirmou que considera incoerente a forma como foi afastada das funções dentro da gestão, especialmente diante do papel que exerceu durante a campanha eleitoral. Para ela, "não é razoável" o papel ao qual foi relegada atualmente, uma vez que foi chamada para ser vice-prefeita, com o ativo de ser mulher e atuar em defesa das pautas femininas, para somar na campanha, com o compromisso de trabalho em parceria.
"E de repente seja deixada em um espaço de vazio, sem atribuição nenhuma e sem poder trabalhar por uma capital que a gente sabe como está”, concluiu.
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