O deputado estadual e candidato à reeleição Júlio Campos (União Brasil) prevê que o seu partido irá contemplar somente uma vaga na Câmara Federal e duas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em sua análise, Campos ressaltou que ambas as chapas do União Brasil estão “esvaziadas” e “fracas”, o que limitaria o potencial de votos da legenda no estado.
Ao avaliar as lideranças com maior expressividade eleitoral dentro da sigla, Júlio antecipa que o deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União Brasil) seria o escolhido pela população.
“Vamos ser justos. O que tem a base mais forte hoje é o Fábio Garcia, o Nilson Leitão e a ex-primeira-dama Virginia Mendes. Só que, pela perspectiva de que o Fábio já tinha o potencial mais organizado, eu acho que o Fábio é o candidato a ter mais votos no União Brasil. Como também, para o deputado estadual, o potencial mais votado, sem dúvida alguma, é Dilmar Dal Bosco”, destacou o parlamentar em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19).
Recentemente, o partido precisou reconfigurar sua chapa federal após Garcia desistir de ser candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), devido à Operação Heritage, que investiga contratos do Governo com a Operadora Oi. Para viabilizar a reeleição de Fábio à Câmara Federal, a executiva do partido optou por sacrificar outras candidaturas, como a do empresário Ednei Blasius, que retirou seu nome da disputa para garantir espaço ao deputado federal.
Júlio Campos também foi enfático ao criticar a falta de densidade numérica da chapa proporcional, sugerindo que a ausência de um número competitivo de candidatos suplementares compromete a capacidade do partido de eleger uma bancada maior.
“A chapa está esvaziada. Aquela chapa só vai eleger talvez, ou o Fábio Garcia ou o Nilson Leitão, que são os dois mais potenciais candidatos. Os demais são candidatos suplementares. Aqui na Assembleia Legislativa, nós vamos fazer só dois deputados. Não tem como mentir. A nossa chapa é muito fraca. Temos dez candidatos, enquanto todos os partidos fecharam a chapa com 19, 20, 25 candidatos”, disse.
Por fim, o deputado sugeriu que a estratégia adotada pela cúpula do União Brasil pode ter custado ao partido uma representatividade maior no Legislativo, enfatizando a derrota do senador Jayme Campos (UB) pela disputa majoritária.
“Se o União Brasil tivesse lançado o Jayme Campos a governador, nós estaríamos no segundo turno, com chance de vitória, e também elegendo uma maior bancada. Nós não íamos fazer apenas um federal e dois estaduais, como vamos fazer agora”, concluiu.
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